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Suspeito de ser criador ilegal de ouriços africanos é detido em Guarapuava

Ao todo, 57 animais foram apreendidos. Segundo o Batalhão de Polícia Ambiental, o criador não tinha autorizações. Homem foi liberado pela PM e multado em R$ 13.400. Animais apreendidos foram encaminhados ao IAT.

09/06/2021

Clique AQUI e ouça a matéria com Cléber Moletta:

Uma denúncia do órgão ambiental levou uma equipe do Batalhão de Polícia Ambiental a 57 ouriços em Guarapuava, na região central do Paraná, na manhã de ontem, terça-feira, 8 de junho. Os animais, que são considerados exóticos, eram vendidos de forma ilegal, sem autorização, segundo a polícia.

O suspeito de ser o criador da espécie, foi detido, mas acabou liberado na sequência, após assinar um termo circunstanciado. Conforme informou a polícia, ele recebeu uma multa no valor de R$ 13.400. A polícia não divulgou a identidade do suspeito.

Os ouriços hedgehog são africanos. O tenente André Felipe Pereira Kovalczyowski contou que os animais estavam bem tratados, mas que o homem não poderia criá-los, tampouco comercializá-los.

“Ele não tinha nenhuma documentação que licenciasse para ser um criador ou vender os animais. Também não teria um parecer técnico de biólogo ou de veterinário para manter os animais, então pela ausência das autorizações devidas, ele foi encaminhado”.

Conforme a polícia apurou, o suspeito vendia os animais há três anos, pela internet. Ele disse aos policiais que as matrizes para a criação vieram de São Paulo.

“Para manter ou vender uma espécie exótica, você precisa de um parecer técnico favorável da autoridade ambiental competente. Como é uma espécie de outro País, cabe ao Ibama fazer o licenciamento. A ilegalidade, neste caso, é por ele não ter nenhum parecer técnico favorável para a situação”.

A equipe da Polícia Ambiental disse que colheu algumas informações com o suspeito e que isso vai ajudar nas investigações. Após assinar o termo circunstanciado na 4ª Companhia da Polícia Militar, o rapaz foi liberado.

De acordo com o tenente, compradores do animal têm a mesma pena de quem vende, no valor de R$ 2 mil pelo exemplar e mais R$ 200 por animal.

Os animais apreendidos foram encaminhados ao setor de fauna do Instituto Água e Terra (IAT). Lá eles vão passar por uma triagem e depois esperam o fim do processo.

“Aí vai ser dada a devida destinação. Vão ser entregues em algum mantenedor de fauna regular ou, dependendo da defesa do suspeito, pode até voltar para ele”, explicou o tenente.

G1/PR

Foto: William Batista/RPC Guarapuava

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