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Hospital Regional deve afetar gestão dos filantrópicos de Guarapuava

São Vicente e Santa Tereza tem perspectivas diferentes sobre a abertura do Regional. Sesa afirma que não haverá sobreposição de serviços.

15/01/2020

Ouça no player. Reportagem de Cléber Moletta.

Ainda não há data definida para inauguração do Hospital Regional em Guarapuava, mas as administrações das instituições filantrópicas da cidade já consideram o seu funcionamento para planejar a atuação. Responsáveis por mais de 250 leitos de internamento da 5ª Regional de Saúde do Paraná, os hospitais Santa Tereza e São Vicente de Paulo tem perspectivas distintas sobre o impacto do Regional.

Para a provedoria do São Vicente o regional vai causar impacto positivo. Segundo o provedor Huberto Limberger, a perspectiva é que o regional absorva parte dos pacientes SUS e o hospital possa focar no atendimento em convênios e particulares.

“Para nós, diminuir 82% o atendimento SUS para 60% vai ser um alívio e poderemos investir mais em convênios e particulares”, explicou o provedor.

Segundo as regras, para se manter como filantrópico o mínimo de atendimento pelo sistema público é de 60%.

No Sus o foco será a oferta de serviços de alta complexidade. Além de melhor remunerado pelo Governo, com base na tabela do SUS, eles vão consolidar um segmento do mercado na região.

Já no Hospital Santa Tereza existe uma preocupação sobre o perfil do regional. Se o atendimento for de média complexidade a perspectiva é que ocorra uma disputa por pacientes. Nesse caso, não haveria alternativa, segundo o administrador Francisco Cogo

“Se o Regional se tornar um concorrente do Hospital Santa Tereza o que vai restar a nós é enxugar o seu quadro de trabalhadores para a demanda que restar para ele, não temos onde buscar novos serviços e clientes”, explica Cogo.  

Por outro lado, o superintendente da Secretaria de Estado da Saúde, Nestor Werner Júnior, garante que não haverá disputa de pacientes.

“Não queremos competição desnecessária com os serviços já instalados, pelo contrário, queremos ter sinergia com as unidades que já prestam serviço ao SUS, para que a gente possa potencializar a rede de atenção ao cidadão paranaense”, explicou.

Regional

O Hospital Regional do Centro-Oeste tem uma área total de 16 mil metros quadrados que abrigarão - 5 centros cirúrgicos, ambulatório, pronto atendimento e centro de imagens. Serão 150 leitos, dos quais 30 de UTI adulto e 10 de UTI infantil. Os demais leitos atenderão outras especialidades. Segundo a Sesa, será referência para Urgência e Emergência e terá seu perfil assistencial direcionado para atendimento em ortopedia e trauma, cirurgia geral e clínica médica.

Rede atual

Atualmente os 20 municípios da região, uma população estimada de 450 mil habitantes, contam com 724 leitos públicos de internamento. A informação é do data Sus. Todos mantidos por 9 hospitais filantrópicos ou privados conveniados com o estado. O foco principal está na média complexidade, com exceção de alguns serviços do São Vicente, em Guarapuava.

Desses a maioria é de leitos clínicos: 261, seguidos de leitos pediátricos, 161, cirúrgicos, 158, obstétricos, 127 e outras especialidades, 27.

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