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GUARAPUAVA: Vereadores aprovam requerimento que pede que prefeitura divulgue a existência de tratamento precoce contra a COVID-19

O autor principal do projeto, vereador Silvonei de Quadros — Nego Silvio (PODEMOS), ressaltou que o objetivo é divulgar o protocolo de tratamento criado pela prefeitura e, nas palavras dele, “usa quem quiser”.

14/04/2021

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Vereadores de Guarapuava aprovaram ontem, 13, um requerimento para que a prefeitura divulgue a existência de tratamento precoce contra a COVID-19. Esse tratamento, que não tem comprovação de eficácia por parte da comunidade científica mundial, foi criado em Guarapuava em julho de 2020.

Desde então, o poder público municipal gasta dinheiro comprando medicamentos sem efeito algum no combate ao Coronavírus. No entanto, os médicos e pacientes têm autonomia para decidir se vão ou não fazer uso das drogas.

O que os vereadores que votaram a favor do requerimento pedem é para que o prefeito Celso Góes divulgue à população sobre possibilidade de tratamento precoce.

O autor principal do projeto, vereador Silvonei de Quadros — Nego Silvio (PODEMOS), ressaltou que o objetivo é divulgar o protocolo de tratamento criado pela prefeitura e, nas palavras dele, “usa quem quiser”. “Esse tratamento, nada mais é (do que) só para dar publicidade às pessoas que optarem. Tem gente que é contra, tem gente que é a favor. Tem gente que não quer fazer. É muito simples, quem não quer, é só não aceitar”, defendeu o vereador sem nenhuma convicção.

O médico e vereador Rodrigo Crema, do PSL, é favorável ao tratamento precoce com medicamentos que estudos internacionais já comprovaram que não funcionam. No entanto, de acordo com Crema, que leva em conta sua própria experiência em atendimento, o “tratamento” dá resultados satisfatórios e reitera que a Hidroxicloroquina é menos perigosa do que o chimarrão. “Nós temos absoluta certeza de que a Hidroxicloroquina causa menos arritmia cardíaca do que o chimarrão, tão utilizado aqui em Guarapuava. E eu não vejo ninguém falando que o chimarrão causa arritmia, pode causar mortalidade. Então, é assim...  (este) é um assunto que eu não queria agora entrar aqui, porque o requerimento ele tem outro intuito, apenas o de dar publicidade. Os médicos, eles têm toda a liberdade de prescrever, de estudar e achar que algumas medicações são mais importantes do que outras, mas eu sou favorável ao requerimento [...]”, discorreu Rodrigo.

O vereador e médico declarou ainda, que o “paciente tem direito a ser atendido por um médico que receite esses medicamentos do kit-COVID”. Se um médico não receitar, segundo ele, a prefeitura deve disponibilizar outro profissional que conceda os medicamentos sem comprovação de eficácia.

Mesmo com o tratamento precoce sendo ofertado em Guarapuava desde julho de 2020, o município chegou a 236 mortes pela COVID-19.

Antes da sessão, o Conselho Municipal de Saúde enviou uma nota técnica aos vereadores se posicionando contra a aprovação do requerimento. A justificativa foi porque até o momento não “consta em nenhum Protocolo de Saúde, a eficácia que tais medicamentos combatem à COVID-19 e tal normativa, se aprovada, irá onerar os cofres públicos, recursos esse que poderão ser usados em outras frentes.  Entendemos que somente a Vacina fará com que a pandemia diminua os indicadores de morbimortalidade em nosso município”, diz a nota.

Os vereadores que votaram a favor argumentaram que se trata apenas de divulgação, que caberá ao paciente escolher se toma ou não os medicamentos oferecidos no kit.

Somente as vereadoras Professora Terezinha (PT) e Cristiane Wainer (PT) votaram contra.

Na prática, o requerimento é levado ao prefeito que pode ou não atender o pedido dos vereadores.

 

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