ouça as rádios cultura FM 93 FM
facebook instagram twitter youtube

Governo retoma implantação do Parque Estadual da Serra da Esperança

Criado em 2010, mas somente no papel, Parque ainda não foi estruturado.

20/10/2020

Reportagem e foto: Cléber Moletta.

Ouça a entrevista com Rafael Andreguetto, diretor do Patrimônio Natural do Instituto Água e Terra (IAT).

O Governo do Estado retomou o trabalho de implantação do Parque Estadual da Serra da Esperança, uma unidade de proteção integral nos municípios de Guarapuava, Prudentópolis e Turvo. Criado em 2010, via decreto, o Parque nunca funcionou, de fato. Agora o Estado pretende retomar os trabalhos e tornar a área onde fica o Salto São Francisco protegida.

No local já existem outras duas unidades de conservação. A Área de Proteção Ambiental (APA) Serra da Esperança, de uso sustentável, e o Parque Municipal com o mesmo nome. O Parque Estadual terá 7 mil hectares e irá englobar a unidade municipal, na região do Salto São Francisco.

“Já foi realizado um levantamento dominial das áreas dentro da unidade de conservação, a quem elas pertencem ou quem está ocupando, e esse levantamento está sendo revisado novamente e vai permitir analisar a situação da regularização fundiária de cada área do parque”, explicou Rafael Andreguetto, diretor do Patrimônio Natural do Instituto Água e Terra (IAT).

Essa é uma das etapas de trabalho. Outra tarefa que será realizada até o final desse ano é realizar a licitação para contratar empresa responsável pela elaboração do plano de manejo do Parque Estadual. O plano é a principal ferramenta de gestão e define com detalhes os usos e ocupações da unidade.

Além disso, de imediato algumas normas começam a ser implementadas para visitação no Salto São Francisco, único local com estrutura para visitação. As determinações temporárias, relativas a pandemia, também devem ser seguidas.

Desapropriação

A delimitação exata dos 6.939,0176 hectares do Parque Estadual já está feita. Além disso está definido 500 metros de zona de amortecimento. Parte da área já é pública, onde existe atualmente o Parque Municipal. Mas, no entorno, existem diversas propriedades particulares.

“Ninguém vai ser desapropriado nesse momento, vamos verificar documentalmente quem é o proprietário dessas áreas e é a partir de 2022 que vamos tomar as medidas de negociação”, disse Andreguetto.

O Parque é de proteção integral, mas segundo Andreguetto, em alguns casos não será necessário remover os moradores. Em situações nas quais o proprietário preserva e desenvolve atividades de baixo impacto, como turismo, é possível manter a propriedade integrada ao Parque.

APA

O Parque Estadual da Serra da Esperança está no extremo Norte de outra unidade de conservação: a Apa da Serra da Esperança. No entanto, nada muda na Apa, que abrange área bem maior, com mais de 10 municípios, e segue sendo de uso sustentável. Ou seja, permite diversas atividades econômicas.

Áreas de conflito

A região da Serra da Esperança, em Guarapuava, é palco de crimes ambientais e conflitos fundiários. A porção onde mais se registram os conflitos, no entanto, não estão incluídas no Parque.

E, nesse momento, o traçado do não deve ser alterado. “Nesse primeiro momento não, a política nesse momento é dar qualidade as áreas de conservação já criadas”, afirmou Andreguetto.  São 71 unidades no Estado, mas nem todas contam com estrutura, recursos humanos, zoneamento, plano de manejo, etc.

Os conflitos e crimes ambientais se concentram, principalmente, em áreas exploradas por antigas madeireiras. A maioria dos moradores do local é posseiro e os conflitos são frequentes. Mesmo sem atenção efetiva do Poder Público, a região é de extrema importância, por abrigar nascentes do Rio das Pedras, que abastece Guarapuava.

Galeria de Fotos

Comentários




acompanhe a central cultura no facebook

Basta clicar no botão Acompanhar logo abaixo.

Fechar