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Ampliação da Ferroeste é discutida entre os governos do Paraná e Mato Grosso do Sul

Caso a ferrovia seja construída, a previsão é movimentar, já no início dos trabalhos, até 40 milhões de toneladas por ano no chamado Corredor Oeste de Exportação, e mais de 10 milhões de toneladas anuais nos terminais de Maracaju e Cascavel.

10/02/2021

De 8 a 10 de fevereiro, equipes técnicas envolvidas na implantação do novo traçado ferroviário que ligará Maracaju, no Mato Grosso do Sul, ao Porto de Paranaguá, no Paraná, se reuniram para a elaboração dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica, Ambiental e Jurídica. Na segunda-feira, 8, o encontro foi no Palácio Iguaçu, em Curitiba. Na ocasião, os técnicos apresentaram os resultados prévios das análises aos governos do Paraná e do Mato Grosso do Sul.

Na terça-feira, dia 9, o grupo foi a Paranaguá, no Litoral, para conhecer os trechos do novo traçado. A previsão é levar o projeto a leilão ainda neste ano na Bolsa de Valores. De acordo com o estudo prévio, serão implantados 1.285 quilômetros de trilhos, incluindo também um ramal ferroviário entre Foz do Iguaçu e Cascavel. Serão construídos ainda, nove terminais de carga entre os dois Estados. Para o governador do Paraná, Ratinho Junior, todo esse planejamento é essencial para que o projeto chegue redondo à Bolsa de Valores e haja a captação de investimentos.

“Esta ampliação seria uma segurança para o agronegócio, que cresce muito no Mato Grosso do Sul e no Paraná. A partir da viabilidade, os produtores vão ter como escoar sua produção. As estatísticas dizem que, a cada dez anos, o agronegócio no Paraná, dobra de tamanho. E nós sabemos que toda essa produção do campo, tem que chegar ao porto. Senão no porto de Paranaguá, em outro porto que seja viável economicamente para o produtor. Talvez este seja um grande momento para o Brasil para fazer investimentos também em ferrovias”, considerou Ratinho Junior.

O diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves, falou que há um alinhamento forte entre os governos do Paraná e do Mato Grosso do Sul. Os esforços agora, conforme pontua André, são no sentido de tirar o quanto antes o projeto do papel e dar início às obras.  

“A expectativa é muito boa. Há um alinhamento muito forte entre os governos do Mato Grosso do Sul e do Paraná. O que é importante, mas não só (o alinhamento) dos governos, mas de toda a sociedade organizada, do setor produtivo, da importância dessa ferrovia como modal de transporte e de cargas, em especial. Será um modelo que vai atender principalmente a importação e exportação de cargas e produtos industrializados, mas que em especial, vai transformar a vida das pessoas de forma muito forte”, ressaltou André.

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, elencou que a viabilidade de um projeto dessa natureza só levará benefícios à comunidade, principalmente para o agronegócio sul-mato-grossense que terá um grande ganho logístico, o que vai facilitar o escoamento da produção pelo Porto de Paranaguá.

“Nós já identificamos o nível da demanda, mostrando que a ferrovia tem volume de carga suficiente para ser projetado. Discutimos, as questões ambientais que foram muito bem colocadas, questões das áreas indígenas. Ou seja, nós vamos construir uma ferrovia com o menos impacto possível em termos ambientais e em termos de estrutura. O Mato Grosso do Sul, no sul do Estado, que é exatamente a área de influência dessa ferrovia, é nosso núcleo de produção. Setenta por cento da produção agrícola está nessa região. Mas há também a capacidade de expansão que nós temos ainda, de alimentar esse fluxo de carga em cima da Ferroeste. Esse é um projeto importante para todo o Brasil, sobretudo, é um projeto logístico-estratégico para Mato Grosso do Sul, melhorando a competitividade e o desenvolvimento socioambiental de toda a região”, grifou Jaime.

O projeto da Nova Ferroeste tem importância estratégica para o País e foi classificado como prioritário no Programa de Parcerias de Investimentos, do Governo Federal, o único projeto de ferrovia atualmente em andamento. A inclusão garante celeridade na articulação com as entidades intervenientes, aquelas que acabam envolvidas nos processos de licenciamento, como o Ibama, a Funai, o ICMBio e Incra.

Os estudos levam em conta todas essas variantes, e estão sendo elaborados para ter o menor impacto possível em comunidades indígenas, quilombolas, assentamentos e unidades de preservação.

ÁREAS URBANAS

Outra preocupação é com as áreas urbanas, evitando trechos que cruzem as cidades. Em Curitiba, por exemplo, os trilhos serão todos desviados, sem a passagem de trens por cruzamentos que podem gerar acidentes. A ferrovia aproveita o traçado atual da Ferroeste, entre Cascavel e Guarapuava, e moderniza a descida da Serra do Mar, cujo trecho usado atualmente foi construído ainda no século XIX.

A previsão é movimentar, já, no início dos trabalhos, até 40 milhões de toneladas por ano no chamado Corredor Oeste de Exportação, que vai até o porto, além de mais de 10 milhões de toneladas anuais nos terminais de Maracaju e Cascavel.

Os terminais de carga estão previstos para serem instalados em Maracaju e Amambaí, no Mato Grosso do Sul e, no Paraná, em Guaíra, Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Balsa Nova, Curitiba e no Porto de Paranaguá. São locais de grande zona de tráfego e de integração com outros modais logísticos, principalmente as rodovias.

Com informações da CBN com assessoria de comunicação da Ferroeste

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