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Amor, esforço e criatividade: alguns ingredientes para viver a Páscoa em período de pandemia

Artigo de Jorge Teles, Pascom da Paróquia Bom Jesus, em Guarapuava.

04/04/2021

Seguramente em todas as paróquias e comunidades da nossa Diocese de Guarapuava não faltaram esforços e criatividade para bem vivermos o tempo quaresmal e a Páscoa.  Cada qual com a sua característica, sua realidade, porém todas com o objetivo de bem celebrar esse tempo, apesar da pandemia e do número reduzido de fiéis nas Igrejas.

As constatações e impressões que relato a partir de agora referem-se à Paróquia Bom Jesus, no Jardim Pérola do Oeste, na cidade de Guarapuava, onde participo e procuro servir.

A quantidade de celebrações aumentou. O zelo com essas celebrações foi o mesmo, ou até maior que em tempos normais, mesmo com poucas pessoas presentes na Igreja (Templo).

Os fiéis sabendo das restrições foram incentivados a participar e viver a espiritualidade em suas casas, com suas famílias – uma Igreja doméstica.

O esforço em levar, através dos meios de comunicação, nas diversas plataformas essas celebrações aos fiéis em suas casas, no trabalho, nos hospitais e diversos outros locais, foi imenso. Milhares de pessoas foram alcançadas através do Facebook da paróquia e da Rádio Cultura FM.

A paróquia foi ao encontro das pessoas quando Frei Ernani Tiago Alves, administrador paroquial – seguindo todas as orientações das autoridades sanitárias - no Domingo de Ramos percorreu diversas ruas no território da paróquia benzendo os ramos que os fiéis deixaram pendurados nas portas, janelas, portões e gradis das casas. Eles foram avisados e motivados  durante a semana, nas celebrações e através das redes sociais da paróquia, a deixarem os ramos preparados para a bênção.

A comunidade Bom Jesus foi ao encontro das pessoas quando Frei Ernani e a Pastoral da Partilha, na Quarta-feira Santa, foram até as famílias para a bênção e entrega das cestas com alimentos e Sagrada Unção aos idosos e enfermos.

Foi uma Igreja cuidadosa e acolhedora quando para as celebrações recebeu os fiéis com medição de temperatura, higienização com álcool 70 e medidas de distanciamento para evitar o avanço da pandemia do Coronavirus. Mas foi também exigente, para manter a saúde de todos, quando solicitou o uso correto da máscara. Foi também cuidadosa ao levar através do Celebrante e Ministros a Sagrada Comunhão aos lugares onde os fiéis estavam sentados.

Foi misericordiosa quando mesmo com todas as medidas restritivas não deixou de realizar sacramento da confissão. Não foi como nos períodos normais quando haviam os mutirões. Foi um a um, num período longo de espaçamento de tempo, no lado externo da Igreja, com placa de acrílico separando o sacerdote do fiel, e ambos com máscaras.

Uma paróquia onde sacerdotes, pastorais e movimentos, lideranças, leigos e leigas, fiéis, buscaram se adaptar a esse tempo.

As pessoas não estiveram na Igreja (ou poucos estiveram), mas Igreja esteve com e nas pessoas.

 

Por Jorge Teles

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