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A Vida tem Sentido - Infância

13/10/2021

O teólogo Dr Jefferson Soares da Silva é colunista dos programas Culturando primeira e segunda edição (10h 15h30), da rádio Cultura FM de Guarapuava. 

O quadro  "A vida tem sentido" vai ao ar às quartas-feiras nos programas apresentados pela jornalista Céci Maciel.

Para ouvir, clique no player.

Ansiedade das ansiedades, ou serão vaidades?

 

Segundo o poeta inglês, Willian Blake: “Fomos colocados na terra por um pequeno espaço de tempo para aprendermos a suportar os raios de amor” (de Deus). Esse contexto poderia nos falar de nossa “missão de vida”. Todavia, em nossa “trajetória de vida” podemos encontrar e criar uma série de outras prioridades. Algumas delas são necessárias e justificadas, mesmo pela necessidade de sobrevivência. O equívoco concentra-se na intensidade e valor que conferimos as essas dimensões, gerando sobre as mesmas grandes expectativas que resultam em “ansiedades” sobre “ansiedades”. Não seriam também vaidades?

Dessa problemática, o primeiro estágio, para alguns, e o último, para outros, seria a “fabricação de vestes” espirituais que tendem a nos proteger de uma espiritualidade genuinamente cristocêntrica. Isso pode ocorrer de várias formas, uma delas seria criando um Evangelho em que ocupamos o centro. Para isso fazemos uso de uma série de versículos e reflexões que justificam nada além de nosso pensar sobre nós mesmos, sobre nossas ideologias e nosso modo político de ser. Nesse “lugar” de onipotência, o próximo, com suas necessidades, ocupa um “não lugar”. Parece absurdo, mas desde as grandes expectativas humanas até as espirituais, em alguma parte de nossa trajetória de vida nos esquecemos, às vezes intencionalmente, que temos incialmente a possibilidade de “buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça” e que, com isso, “todas as outras coisas nos serão acrescentadas” (Mt 6, 33).

Cabe ressaltar que com isso não devemos renunciar às nossas lutas cotidianas, mas, antes, reordenar nossas prioridades. Talvez assim tenhamos melhores condições para lidar com elas, tendo agora com alguma clareza que “não temos controle sobre tudo”, diminuindo assim nossa ansiedade, quiçá, também nossa vaidade. Nesses termos, criamos condições para que os raios de amor de Deus toquem nossos corpos e encontrem nossa alma.

Sobre

Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica na

linha: Teologia e Sociedade (2019). Mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná na linha: Trabalho, Tecnologia e Educação (2014).

Especialista em Ética e Educação com ênfase em Teologia Moral (FACSUL) (2013) e graduado em Pedagogia pela Universidade Estadual do
Centro-Oeste (2010).

Membro do Grupo de Pesquisa: Los últimos años de vida: Demencias y dependencias, cuidados y sentido. El arte de
morir", da Universidade Pontifícia de Comillas ICAI-ICADE, na Cátedra de Bioética.

Pesquisa e produz, na Teologia, sobre a finitude da vida e luto, tradição e filosofia monástica, teologia e sociedade. Na
Educação, sobre “Educação mental”, História da Educação e Mundo de Trabalho e Tecnologia; Em Bioética, na Biotecnologia e Transtorno de Déficit de Atenção e
hiperatividade.

Especialista em meditação cristã, foi o criador e coordenador do Grupo de Leitura Partilhada Thomas Merton na PUCPR (GLPTM), em 2018. Foi conselheiro administrativo da Sociedade Thomas Merton Brasil.

Pela CNBB e pela CRB, é membro do Núcleo Lux Mundi, atuando na proteção à criança e adolescente de abuso sexual.

Pela GENITORE, atua em educação mental, parentalidade, luto e orientação vocacional.
Atua na formação de sacerdotes e seminaristas.

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