ouça as rádios cultura FM 93 FM
facebook instagram twitter youtube

ENSINO SUPERIOR: Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná reuniu 550 candidatos

Nesta edição, a aplicação das provas, ocorreram nas cidades de Manoel Ribas, Nova Laranjeiras, Mangueirinha, Londrina e Curitiba, seguindo os protocolos sanitários de prevenção à COVID-19.

20/07/2021

Ouça AQUI:

Cerca de 550 estudantes indígenas de diferentes etnias participaram no domingo, 18 e segunda-feira, 19 de julho, das provas do 20º Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná. Eles concorrem a vagas nas sete universidades estaduais do Paraná (UEL, UEM, UEPG, Unicentro, Unioeste, Uenp e Unespar) e na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Nas universidades estaduais são ofertadas 42 vagas suplementares, sendo seis para cada instituição, destinadas exclusivamente para os índios integrantes das sociedades indígenas do Paraná. A UFPR oferta 10 vagas suplementares nos cursos de graduação para os índios integrantes das sociedades indígenas do Brasil.

Nesta edição, a aplicação das provas, ocorreram nas cidades de Manoel Ribas, Nova Laranjeiras, Mangueirinha, Londrina e Curitiba, seguindo os protocolos sanitários de prevenção à COVID-19. O resultado está previsto para o dia 1º de setembro.

O Governo do Estado, por meio da Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) financia o processo seletivo. Em 2021 foram investidos R$ 380 mil na organização e execução das provas.

“O vestibular indígena é uma política pioneira no Brasil de transformação social na vida dos estudantes, possibilitando o ingresso em cursos de graduação que são referência no Brasil”, afirmou o coordenador de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Pelegrina.

No primeiro dia foi realizada prova oral sobre Língua Portuguesa e, no segundo dia, redação e prova objetiva com questões de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira ou Indígena, Biologia, Física, Geografia, História, Matemática e Química. Nesta edição, a Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) é a instituição encarregada da aplicação das provas.

“A expectativa para a realização do processo é significativa, já que se trata de relevante meio de entrada dos estudantes indígenas no ensino superior público e de qualidade, sendo um processo consolidado e de imenso reconhecimento no Brasil”, ressaltou o Coordenador de Processos Seletivos da Uenp, Pedro Henrique Carnevalli Fernandes.

O Paraná é o único Estado brasileiro que possui o vestibular indígena como política estadual. Atualmente, cerca de 200 estudantes indígenas estão matriculados em cursos de graduação e de pós-graduação. O número de participantes aumentou em mais de 1000% desde que foi criado o vestibular, em 2002.

Para o professor da Unioeste e presidente da Comissão Universidade para Índios (Cuia), Marco Antonio Batista Carvalho, o envolvimento das universidades no processo de seleção é uma das formas de valorizar os povos indígenas. “O vestibular tem o poder de mobilizar as aldeias e os estudantes que buscam a possiblidade de ingressar em um curso de graduação. Mesmo ocorrendo na pandemia, tivemos uma boa procura em relação às vagas”, destacou.

AEN

Foto: UEM

Comentários