ouça as rádios cultura FM 93 FM
facebook instagram twitter youtube

Através de fintech, será possível investir na obra de Toquinho

Trata-se da compra do fluxo de recebíveis que as músicas geram ao longo do tempo

08/04/2021

Depois do pianista Luiz Avellar, do ex-RPM Paulo Ricardo e do compositor e produtor sertanejo Philipe Pancadinha, entre outros nomes conhecidos do mercado, a Músicas do Brasil, pertencente à Hurst Capital, adquiriu parte dos royalties do cantor e compositor Toquinho. Pelo acordo, será possível a qualquer pessoa investir nas obras do artista por meio de um instrumento de crédito conhecido pela sigla CCB (Cédula de Crédito Bancário). De acordo com a Hurst Capital, a operação tem rentabilidade de 12% ao ano, prazo de 361 dias e pagamento único de juros e principal ao final do processo. O aporte mínimo é de R$ 10 mil.

“Trata-se da compra do fluxo de recebíveis que as músicas geram ao longo do tempo. Toda vez que uma canção é executada, é preciso pagar direitos autorais, e esse dinheiro vai para os seus titulares”, explica Arthur Farache, CEO da Hurst, fintech fundada em 2017 por profissionais oriundos do mercado financeiro, que atua em dez países da América Latina. “Acreditamos que, de modo geral, a gestão coletiva deste tipo de obra, comandada pelas associações autorais e pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais (Ecad), consegue realizar um bom trabalho — o que torna a modalidade atrativa”.

Com mais de 50 anos de carreira, Toquinho é conhecido por composições próprias, muitas em parceria com Vinícius de Moraes, Chico Buarque e outros nomes. Entre suas obras mais executadas nos vários segmentos monitorados pelo Ecad estão  “Tarde em Itapoã”, “Carta ao Tom 74”, “A Tonga da Mironga do Kabuletê”, “Aquarela”, “Regra Três” e “O Caderno”.  “O investimento nas obras de Toquinho é visto como ótima oportunidade porque seu catálogo possui idade média de 35 anos, com número de execuções estáveis. Além disso, o histórico dos recebimentos dos últimos três anos mostra uma evolução dos repasses do Ecad e das editoras”, explica Farache.  “Além disso, trata-se de um ícone da música brasileira, o que confere credibilidade a este tipo de operação e abre ainda mais as portas para que outros artistas novos ou de renome passem a integrar esse modelo, gerando oportunidades para os investidores”, afirma.

A estrutura de capital da Músicas do Brasil é suportada pelos seus ativos em carteira, ou seja, o seu catálogo de músicas, que já possui mais de 20 mil obras e fonogramas, com grande diversificação por público e gênero musical. De acordo com CEO, a Hurst é pioneira no segmento de royalties musicais. As primeiras operações tiveram início em 2019 e o interesse nesse tipo de investimento tem crescido desde então. Apesar de ser um segmento novo no Brasil, no mercado internacional os royalties musicais são bem conhecidos. O cantor e compositor norte-americano Bob Dylan é um dos maiores exemplos. A venda de 100% de seu catálogo, composto por mais de 600 composições, para a Universal Music, realizada em dezembro de 2020, rendeu algo em torno de US$ 300 milhões e é considerada a maior operação de direitos de publicação musical da história.

 

Fonte portalsucesso

Comentários




acompanhe a central cultura no facebook

Basta clicar no botão Acompanhar logo abaixo.

Fechar