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Famílias ocupam e constroem casas em área pública, no Mattos Leão

Local foi usado anteriormente para descarte de resíduos de construção e Prefeitura planejava construir rua no local.

20/12/2019

Ouça no player. Reportagem Cléber Moletta.

Cerca de dez a famílias ocuparam e construíram casas em uma área pública da Prefeitura de Guarapuava. O local fica no bairro Mattos Leão, nos fundos de um terreno com mata do 26º GAC. Segundo alguns moradores o terreno começou a ser ocupado em agosto desse ano por famílias que tentam fugir do aluguel.

 “Viemos porque não tinha o que fazer, é ruim pagar o aluguel, eu pagava R$ 600 de aluguel”, disse Shaiane de Fátima de Olivera. Ela mora no local com três filhos e o marido.

“Deram um papel para nós dizendo que iriam nos despejar em 15 dias e mandaram a gente ir na Prefeitura fazer o cadastro,fomos lá e eles disseram que não tinha como fazer [o cadastro] porque estávamos em área irregular”, completou a moradora.

A legislação proíbe que pessoas comprovadamente em áreas de ocupação irregular de área pública sejam inscritas em programas habitacionais.

Em nota encaminhada à Rádio Cultura a administração municipal disse que “trabalho ainda está em fase inicial com acompanhamento de uma Assistente Social”, mas não detalhou qual será o encaminhamento.

Moradores mostraram a nossa reportagem que em setembro o município fez a notificação extra-judicial dando prazo de 15 dias para desocupação do imóvel.

Nessa mesma área a própria Secretaria de Meio Ambiente autorizou que empresas descartassem resíduos de construção civil, atividade que foi interrompida em setembro de 2018. O projeto da Prefeitura é construir uma rua ligando o São Cristóvão á rua XV de Novembro. A promessa era que as obras de canalização do córrego que passa pelo local, e construção do pavimento começassem esse ano, o que não ocorreu. Ainda segundo a Prefeitura, no mesmo local a Sanepar prevê construir uma adutora, que vai interligar os bairros Morro Alto e São Cristóvão.

O local é cortado por um córrego em dois trechos. O banhado que existia no local foi aterrado com os entulhos de construção civil. Mesmo sendo uma área de preservação ambiental por ao menos dois anos todo o entulho recolhido por caçambas de empresa de Guarapuava foi despejado no local.

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