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Previsto para 2020, Colégio Militar de Guarapuava teve modelo de funcionamento alterado

Inicialmente anunciado como colégio da Polícia Militar unidade de Guarapuava seguirá modelo Colégio Cívico-Militar, segundo a deputada Cristina Silvestri (Cidadania).

20/12/2019

Ouça no player. Reportagem Cléber Moletta.

O Colégio Militar de Guarapuava deve seguir o modelo do Governo Federal e não o da Polícia Militar do Estado, como inicialmente foi anunciado. Segundo a deputada estadual Cristina Silvestri (Cidadania) a escola será anunciada pelo Governo do Estado em março de 2020 e deve iniciar o funcionamento ainda no próximo ano letivo. Ela se reuniu essa semana com o chefe da Casa Civil do estado, Guto Silva, que confirmou à parlamentar a implantação. A reportagem não conseguiu confirmar qual escola será utilizada para implantar o novo modelo.

“Nessa conversa com o Guto [Silva] ele me prometeu que essa escola será anunciada em março de 2020, para ter início em julho. Porque já está tudo pronto, a chefe do Núcleo, Edil [Spinola], já foi visitar outros exemplos, verificar o que precisa, como funciona, e tudo que teríamos que fazer, como a audiência pública, já foi feito”, disse a deputada.

A parlamentar ressaltou que esse trabalho foi acompanhado pela comunidade com a presença de diversos representantes da sociedade civil nas visitas realizadas.

Anteriormente se planejava instalar na cidade uma escola da Polícia Militar, modelo já existente em outras cidades do Paraná. Mas segundo a deputada o projeto seguirá agora o formato do Ministério da Educação e será cívico-militar.

“É um modelo que dará muito certo, porque é o Ministério da Educação e Ministério da Defesa, que entram com um conceito de gestão, vão intervir no modelo educacional”, explica Cristina.

A falta de efetivo da Polícia Militar, segundo a deputada, é um dos motivos para alteração do modelo. “Até por isso que não conseguimos até agora, mas o problema é que não temos efetivo para tirar policias do quartel para colocar nas escolas”, disse a parlamentar.

Nos colégios da Polícia Militar a escola se torna uma unidade da PM e toda a gestão do prédio é feita por um comandante nomeado pela corporação, não pelo diretor. Nesse modelo somente a parte pedagógica (conteúdo) é responsabilidade da Secretaria de Educação e Cultura.

Já o formato cívico-militar “apresenta um conceito de gestão nas áreas educacional, didático-pedagógica e administrativa com a participação do corpo docente da escola e apoio dos militares”, segundo o site do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, uma iniciativa do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Defesa.

Onde?

Segundo fontes consultadas pela reportagem da Rádio Cultura o Colégio Estadual Manoel Ribas, no Centro, é o mais cotado para abrigar o Colégio Cívico-Militar. No entanto, a Seed não confirmou a extinção da escola e a mudança de modelo.

O Manoel Ribas foi visitado por policiais militares ligados ao comando da corporação e um relatório foi feito apontando a adequação do espaço para nova proposta.

Até o momento nenhuma reunião com a comunidade foi realizada para anunciar e discutir a transição de modelo.

Foto: Assessoria PM-PR.

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