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Usinas x cachoeiras: o dilema de Prudentópolis entre o potencial turístico e a geração de energia

Cidade tem potencial de ampliar exploração das cachoeiras como atrativo turístico, mas há dúvidas sobre impactos negativos da usina nesse ramo.

27/11/2019

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Reportagem Cléber Moletta.

A Usina Dois Saltos vai prejudicar as cachoeiras e o turismo em Prudentópolis? Essa é a pergunta que muitos estão se fazendo na cidade em meio à polêmica sobre a construção da hidrelétrica. Atualmente os Saltos Rio Branco e Manduri, que estão na zona de impacto da usina, não tem estrutura para turistas e visitantes. No entanto, é unânime a opinião sobre o potencial turístico dos dois saltos.

“O que trás o turista são as cachoeiras grandes”, diz o empresário do ramo hoteleiro Roberto Batista. Segundo ele, com base na experiência diária de receber turistas, os demais atrativos da cidade complementam os passeios, mas o grande atrativo com potencial econômico são as cachoeiras.

Uma comissão envolvendo empresários ligados ao turismo e poder público foi criada para monitorar a questão. O objetivo é acompanhar as obras de compensação da usina, que são justamente a construção de acesso aos dois saltos, o que na opinião de alguns empresários viabilizaria a exploração turística.

A secretária de Turismo Cristiane Guimarães Boiko Rossetim minimizou a possibilidade de a usina prejudicar a aparência das cachoeiras. Segundo ela os estudos foram feitos e há um compromisso dos empreendedores em manter a vazão mínima do rio.

“A nossa preocupação maior é ter um empreendimento turístico que não tenha atendimento, que não tenha estrutura e suporte ao turista. A nossa preocupação é que esse empreendimento [saltos Manduri e Rio Branco] se torne um atrativo que tenha significância em nosso município”,

Os saltos são próximos ao município e são de interesse para potencializar o turismo, segundo a secretária.

“O turismo é nosso pão de cada dia, a gente trabalha em função do turismo, não temos absolutamente nada contra os empreendimento e empreendedores em si, o que precisamos é saber se vai gerar algum impacto e se poderá afetar nosso turismo”, disse Sandro Borratiko, administrador de uma pousada.

Em entrevista a Rádio Cultura os donos da usina confirmaram que vão construir toda estrutura turística do local de acordo com os compromissos firmados como condição para licenciar a obra.

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