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Sindicato aguarda reunião para discutir recomposição salarial de servidores

De acordo com Sisppmug prazo para a negociação das perdas salariais acumuladas está acabando e até agora não há nada definido.

22/05/2019

A negociação das perdas salariais dos representados pelo Sisppmug (Sindicato dos servidores, funcionários públicos e professores municipais de Guarapuava) não começou ainda. Os salários contaram, de acordo com o sindicato, com perda de até 35% durante 12 meses. A data base para a negociação da recomposição dos salários da categoria é o mês de maio, que já está quase no fim, o que preocupa os servidores públicos, visto que não houve resposta da prefeitura em relação à pauta.

As reivindicações do sindicato para este ano já foram apresentadas à prefeitura em duas ocasiões, a última no mês de abril. Segundo a presidente do Sisppmug, Cristiane Wainer, a negociação da recomposição salarial dos servidores é crucial. A única resposta dada pela Secretaria de Administração foi a de que no momento em que houve a notificação por parte do sindicato não seria possível o início das negociações, pois ainda era necessário o fechamento pelo departamento financeiro da prefeitura e a autorização do chefe do poder Executivo para que, então, uma reunião pudesse ser marcada. Uma nova notificação foi feita pelo Sisppmug, entretanto não houve resposta até o momento

Em relação à postura do executivo municipal Cristiane deixa críticas, tanto à dificuldade para a realização de uma reunião entre o sindicato e a Secretaria de Administração, quanto a forma que o prefeito vem lidando com a situação “infelizmente, até o momento a administração não acenou, não marcou reunião [...] Há muito tempo nós não vemos o prefeito recebendo os trabalhadores, o que é lamentável, alguém que se dizia progressista, que se dizia aberto o diálogo, isso não vem acontecendo”. Mesmo que seja feita a reunião, não há certeza de que a recomposição seja efetuada imediatamente, a expectativa do sindicato é que, pelo atraso, o Legislativo dê celeridade à proposta assim que a mesma for apresentada.

As consequências do não pagamento das perdas salariais do último ano podem afetar a economia da cidade e a arrecadação municipal. Além dos 35% aproximados de perda salarial, a inflação anual também é deixada de lado, o que influencia no poder de compra dos trabalhadores e afeta o ciclo econômico na cidade e esta também uma justificativa para que as negociações comecem o quanto antes, como afirma Cristiane “a recomposição é um fator tão importante para a vida da cidade que não pode ser deixada pra ser tratada de forma atropelada em 15 dias, precisa ser discutida, precisa de um planejamento”.

Em relação a uma possível paralisação dos servidores, Cristiane esclarece que ainda não houve proposta, mas que, caso haja um atraso maior para a reunião e negociação da recomposição salarial, a medida pode ser um caminho, mesmo que não seja o que os profissionais querem “[...]estamos sempre abertos ao diálogo, queremos evitar que a população sofra com paralisação de serviço, com greve [...] mas se não houver a cena de proposta, se o município não estiver aberto às negociações, é uma questão que a categoria pode entender que há a necessidade de parar”  completa a presidente do Sisppmug.

Ouça a entrevista completa clicando no player.

Texto: Pablo Henrique Aqsenen (estagiário) sob a supervisão do jornalista Jorge Teles

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