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Secretaria de Saúde realiza auditoria no Santa Tereza para verificar se há desassistência

Hospital enfrenta problemas financeiros e teve o setor de ortopedia paralisado.Auditores estão verificando se o atendimento está mantido em todos as áreas e se metas de atendimento estabelecidos em contratos estão sendo cumpridas.

04/01/2019

Auditores da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) estão verificando em todos os setores do Hospital Santa Tereza se o atendimento está normalizado e dentro das metas estipuladas em contrato. A instituição passa por dificuldades financeiras. O trabalho deve ocorrer em diferentes períodos a partir de hoje (04). Os dados serão encaminhados a partir de segunda-feira (7) para análise em Curitiba, diretamente na chefia da Sesa, pois ainda não há diretores nomeados pelo novo governo para 5ª Regional de Saúde. O Estado contrata os serviços do hospital que deve atingir metas. O não cumprimento acarreta penalizações ao hospital, inclusive financeiras. Sem médicos desde 1º de janeiro o setor de ortopedia do hospital deixou de atender (saiba mais aqui).

Os procedimentos de auditoria são rotineiros, mas foi determinado nesse momento para verificar se além da ortopedia outros setores da instituição também estão sendo afetados pela saída de profissionais.

Médicos de diferentes especialidades estão deixando o hospital por falta de pagamento, conforme apurou a reportagem. Oficialmente, no entanto, os casos de desassistência foram registrados somente no setor de ortopedia. A auditoria vai averiguar os demais setores.

O administrador do hospital Santa Tereza, Francisco Cogo, disse na manhã de hoje (4) que está buscando reposição para médicos que se desligaram, mas não detalhou quantos e em quais áreas houve baixas. Afirmou, no entanto, que o problema de paralisação do atendimento é restrito ao setor de ortopedia.

De acordo com o contrato firmado com o Estado o hospital deve manter médicos presenciais e realizar atendimento 24 horas em alguns setores e em algumas especialidades os profissionais podem ser mantidos de sobre aviso, ou seja, serem chamados para atender de acordo com a demanda.

Especialistas como intensivistas, pediatras, obstetras, são algumas das quais devem ser mantidas permanentemente no atendimento.

A reportagem apurou que profissionais da área de clínica médica, cirurgiões gerais, obstetras, intensivistas também deixaram de atender recentemente no Santa Tereza por falta de pagamento.

Os médicos não são funcionários do hospital, eles são contratados para prestarem serviços e recebem de acordo com a produtividade. Considerando os repasses do SUS – principal fonte dos hospitais de Guarapuava – a boa produtividade do médico é essencial para que as metas de quantidade e qualidade sejam cumpridas e todo recurso estipulado seja pagos.

Atualmente a administração tenta negociar com os médicos para que mantenham o atendimento. Muitos estão sem receber por boa parte do trabalho prestado em 2018. O problema já se estende há meses. Em dezembro a Rádio Cultura publicou uma reportagem mostrando que mesmo com mudanças na administração, quitação em dia dos salários dos funcionários e diminuição do déficit financeiro o hospital ainda tinha dívidas com os médicos (veja aqui).

Em setembro de 2018 o Ministério Público expediu uma recomendação sobre a manutenção de profissionais médicos nas Unidades de Terapia Intensiva do hospital, já que havia relatos de falta de profissionais. As auditorias da Sesa na época, no entanto, não constataram desassistência em nenhum setor do hospital.

 

 

 

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