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Roraima: "Sofremos humilhações por sermos indígenas", diz indígena Warao

O missionário da Consolada, Padre Jaime Carlos Patias, acompanha o trabalho junto aos migrantes venezuelanos, em Boa Vista.

02/03/2019

Voltamos a falar sobre a situação dos indígenas Warao, provenientes da Venezuela, que se encontram no estado brasileiro de Roraima, nas cidades de Pacaraima e Boa Vista, onde milhares de migrantes estão em condições extremamente precárias.

O missionário da Consolada, Padre Jaime Carlos Patias, acompanha o trabalho junto aos migrantes venezuelanos, em Boa Vista.

O religioso conversou com alguns indígenas Warao que afirmam que o principal motivo para abandonar a Venezuela é a fome. Nesse grupo, as mulheres são as principais responsáveis pela renda e por isso elas chegam em grande número trazendo muitas crianças.

A exemplo de tantos migrantes venezuelanos, eles não foram recebidos no abrigo especialmente destinado aos indígenas no bairro Pintolândia.

Érika Gonzalez com sua filha de um ano ao colo, relata o que está passando.

“Estou na Praça com minha filha há um mês. Queremos ir para o abrigo, mas disseram que não é possível, porque est[a cheio. Temos sofrido humilhações, somente por sermos indígenas. Na Praça nos correm, amanhecemos sem dormir (...). Nós merecemos respeito. Não é por que somos imigrantes que podem nos humilhar. Estamos aqui com crianças doentes com gripe, com febre por causa do clima. Não temos onde tomar banho. Estamos somente querendo entrar no abrigo. Deixamos o país porque a situação é muito crítica agora. Não há comida, não há trabalho, casa. Não se consegue nada e quando se consegue tudo está muito caro. Por isso, viemos buscar ajuda no Brasil”.

Ermínia Ratti, a mãe de Jean Luiz Jimenez, rapaz que ficou internado por 40 dias no Hospital Geral de Roraima, agradece o apoio dos brasileiros, mas faz um desabafo.

“Venho da Venezuela. Sou mãe indígena e vim para o Brasil com o meu filho. Meu filho (Jean Luiz) estava doente aqui na Praça. Mas Deus nunca nos abandona. Nos enviou os padres Luiz e Jaime que o levaram ao hospital”. “Queremos que nos ajudem, queremos entrar nesse abrigo como os outros. Passamos todo o dia aqui, dormindo na rua não é fácil, ainda mais com um filho enfermo... sou uma mãe de sacrifício. Pedimos que tenham consideração para conosco...”

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