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Polícia Federal investiga pessoas que promovem invasão de área pública em Guarapuava

Investigação aponta que grileiros cooptam pessoas para promover invasões. Área também sofre com crimes ambientais.

27/05/2020

Ouça no player a reportagem de Cléber Moletta.

As pessoas presas nesta terça-feira (26) em uma operação de combate a crimes ambientais e invasões de terras públicas em Guarapuava foram cooptadas. É o que indica a investigação da Polícia Federal (PF) que começou em 2018. A polícia busca agora saber quem está promovendo as invasões e suspeita que grileiros e políticos estejam envolvidos.

“Segundo a investigação, as pessoas são cooptadas para ocupar as áreas, são pessoas simples. Existe uma investigação para se chegar a quem está por trás das invasões”, disse à Rádio Cultura Marcus Vinicius Mesquini, Delegado da Polícia Federal.

Segundo o delegado a investigação inicialmente visava os crimes ambientais na área do projeto de assentamento 13 de novembro, no Guará. Terra que pertence a União e fica dentro dos limites da Área de Preservação Ambiental Serra da Esperança. No entanto, o andamento das investigações mostrou que também estavam ocorrendo os crimes de invasão.

Grilagem e políticos

Em comunicado enviado à imprensa a PF informou que "grileiros, outros invasores, bem como políticos que incentivam a ocupação de terras públicas, buscando obter capital eleitoral, também estão sendo investigados, e que as ações policiais, em breve, resultarão na responsabilização de todos envolvidos nos fatos investigados".

Segundo Mequini, as invasões são sistemáticas naquele local e ressaltou que a investigação se restringe a área da união.

Mas, além das terras públicas, os conflitos estão espalhados por todas as regiões da Serra da Esperança. As invasões e crimes ambientais estão relacionadas com conflitos fundiários, na maioria das ocasiões, como a Rádio Cultura já mostrou em outras reportagens.

Uma perícia vai verificar exatamente qual a extensão do dano na área. Até a manhã desta quarta-feira (27), cinco pessoas permaneciam presas. Uma delas pagou fiança e foi liberada. O processo criminal corre na Justiça Federal de Ponta Grossa.

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Imagem: Polícia Federal.

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