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Pagamento dos ex-funcionários da Madeirit começou a ser analisado nesta terça-feira (22)

Cada um dos cerca de 600 trabalhadores terá seus pagamentos liberados individualmente pela 2ª Vara Cível de Guarapuava.

22/05/2019

Na última terça-feira (21) a 2ª Vara Cível e da Fazenda Pública de Guarapuava começou a analisar os alvarás que autorizam o pagamento dos  direitos trabalhistas dos ex-funcionários da GVA Madeirit. A liberação do pagamento será feita individualmente para cada um dos cerca de 600 trabalhadores que tem dinheiro para receber. Cabe a juíza Luciana Luchtenberg Torres Dagostim checar os valores e, estando corretos, encaminhar ao banco a autorização de pagamento.

“O valor já está reservado e ontem [21] começou a emissão dos ofícios de pagamento. Agora tem um procedimento, não é do dia para noite, os valores devem ser conferidos, o importante é que os pagamentos iniciaram”, disse João Maria Garcia Júnior, presidente do conselho de credores trabalhista da empresa.

Não há um prazo definitivo para que todos recebam. No entanto, não há mais possibilidade de embargos e paralisação dos pagamentos.

Os trabalhadores com mais de 60 anos, os que sofreram acidente de trabalho ou estão com doenças graves comprovadas terão preferência na ordem de pagamento.

O início dos pagamentos já estava pronto para ser autorizado no final do ano passado, mas o processo foi embargado por um bom motivo: a correção dos valores. Na soma total o valor das indenizações subiu de cerca de R$ 17 para R$ 22 milhões.

Falência

 A GVA Madeirit, empresa que fabricava placas de madeira, faliu em 2008 e ficou devendo os valores das rescisões, Fundo de Garantia, indenização por auxílio doença e auxílio de acidente de trabalho para centenas de funcionários. A soma da dívida da empresa com os trabalhadores é de cerca de R$ 22 milhões em valores atualizados.

Nos últimos dez anos a administração que assumiu a massa falida da Madeirit (que passou a ser GVA Madeirit em 1995) realizou leilões judiciais para arrecadar recursos. Além disso, a estrutura da fábrica foi alugada. Todo o dinheiro está sendo depositado em uma conta judicial que soma, atualmente, cerca de R$ 21 milhões. A estimativa é que as dívidas trabalhistas cheguem a R$ 17 milhões.

Além das dívidas trabalhistas – que tem prioridade no pagamento – a Gva Industria E Comércio deve para fornecedores e para o Governo. Somente com a União a dívida ultrapassa R$ 72 milhões, conforme consulta pública no site da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

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