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Manoel Ribas completa 64 anos de história marcada pela Fé Católica

A história da cidade pode ser contada pela grande presença da fé cristã e especialmente Católica. Mesmo antes da criação do município a comunidade já se organizava em torno da devoção aos padroeiros.

08/01/2020

Ouça no player. Reportagem Cléber Moletta.

O município de Manoel Ribas, região Central do Paraná, completa 64 anos de emancipação nesta quarta-feira (8). A história da cidade pode ser contada pela grande presença da fé cristã e especialmente Católica. Mesmo antes da criação do município a comunidade já se organizava em torno da devoção aos padroeiros.

Um pouco da história da igreja na cidade foi registrada e é contada por Elenice Kulkamp Reguel. Ela é historiadora e pesquisou sobre a igreja em Manoel Ribas. “A religião foi uma das primeiras coisas que surgiram no município, Manoel Ribas surgiu e logo começou a devoção a Santo Antônio e Imaculada Conceição”, relata.

A colonização começou em 1927, quando o lugar era conhecido como Campina Alta. Colonos montaram as comunidade próximos aos rios e córregos, onde instalavam os monjolos comunitários. Já nessa época surgiram as primeiras demonstrações de devoção.

“Em 1938 as Santas Missas eram realizadas nas casas dos fiéis devotos de Santo Antônio e da Imaculada Conceição, na época eles tinham uma pequena imagem do santo e os padres vinham de Pitanga ou Guarapuava para rezar as missas, vinham a cada três ou cinco meses e se hospedavam na casa dos fiéis”, conta.

Na década seguinte a comunidade constrói a primeira igreja do município, inaugurada no ano de 1942. “Essa igreja se localizava na área rural do município, na comunidade de Água dos Lemes, nome dado pela presença dos habitantes pioneiros da região Católica em Manoel Ribas. Em 1951, com a chegada do padre João Koening, que foi nosso primeiro pároco, surgiu a ideia da construção de uma nova igreja, agora no perímetro urbano”.

A primeira igreja ficou um pouco abandonada, segundo Elenice, e logo depois foi desmanchada e em seu lugar erguida uma pequena capela de madeira para abrigar a imagem do Santo padroeiro. “Em 1976 o padre Eduardo Clemente teve uma nova ideia: desmanchou a capela de madeira e construiu uma nova, de alvenaria, e colocou o Santo Antônio dentro”, conta.

Preservada até hoje a capela marca o local que abrigou a primeira igreja da cidade e as raízes da fé Cristã em Manoel Ribas. A atual igreja Matriz Santo Antônio foi construída em 1978, no mesmo local da antiga.

Os vínculos de Elenice com a história da igreja não são somente de pesquisadora. A família dela é atuante e foi por muitos anos zeladora daquela antiga capela. Foi o que a motivou, já como acadêmica do curso de História da Unopar, a pesquisar junto aos pioneiros todos os fatos históricos. Da pesquisa surgiu a iniciativa de construir uma réplica das primeiras igrejas.

“A Capela Santo Antônio que temos hoje, no mesmo local da primeira, é a junção de duas. Da primeira Igreja por fora e da segunda por dentro, nós recuperamos o passado, aquilo que estava morto, esquecido”, ressalta.

Ela destacou as colaborações, dentre elas a da Diocese de Guarapuava, da Paróquia Santo Antônio, da Rádio Fonte de Água Viva FM, em especial de Biné Filho.

Foto: Vera Lúcia Gallo.

 

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