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Luís Felipe Manvailer será julgado nos dias 3 e 4 de dezembro

Ele é acusado pela morte da advogada Tatiane Spitzner. O crime ocorreu em julho de 2018.

15/09/2020

A Justiça marcou o julgamento de Luís Felipe Manvailer, que é acusado pela morte da advogada Tatiane Spitzner, para os dias 3 e 4 de dezembro. O crime ocorreu em julho de 2018 e ganhou intensa repercussão após a divulgação de imagens do prédio em que o casal morava. 

O julgamento está previsto para ser realizado em Guarapuava, mas a defesa de Manvailer entrou com um pedido para que o júri não ocorra em Guarapuava.

De acordo com a acusação do Ministério Público do Paraná, Manvailer promoveu uma série de agressões contra a vítima após uma discussão quando retornavam de uma casa noturna, tendo, ao final das discussões, lançado-a da sacada do apartamento onde residiam, no 4º andar. 

Na denúncia o MP afirma que durante as agressões, o acusado “produziu lesões compatíveis com esganadura (…) praticando tal delito mediante asfixia”. Ele responde por feminicídio, qualificado por morte mediante asfixia e meio cruel, além de fraude processual.

Por conta da repercussão do caso, a defesa de Manvailer pede que o júri não ocorra em Guarapuava. Em entrevista à rádio Banda B, o advogado Claudio Dalledone, que defende Manvailer, afirmou:“Nós temos um clima ali, fustigado pelos familiares e principalmente por amigos e políticos locais, que fazem com que Guarapuava seja uma localidade absolutamente parcial, já dando como certo que Luís Felipe Manvailer assassinou Tatiane Spitzner, o que não é verdade. Nós não temos tranquilidade, sequer segurança para que o júri ocorra em Guarapuava. Para isso a lei autoriza que se faça o desaforamento e foi isso que a gente fez, para que o júri ocorra sem parcialidade”.

Segundo o defensor, a própria Prefeitura de Guarapuava teria feito um vídeo alegando que Manvailer é culpado pela morte, o que indicaria a parcialidade na cidade. A defesa pede que a mudança ocorra para Foz do Iguaçu.

Na semana passada, a defesa de Manvailer fez ainda um pedido para que o governador Ratinho Junior seja ouvido. Segundo Dalledone, o pedido tem como base a sanção do Dia de Combate ao Feminicídio, que levou o nome de Tatiane Spitzner, mesmo que o caso ainda não tenha sido julgado. O projeto de Lei que criou essa data é da deputada Cristina Silvestri.

 

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