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Entenda o projeto da Usina Dois Saltos, em Prudentópolis

Usina vai desviar a água do rio dos Patos por túnel subterrâneo e gerar até 30 MW de energia elétrica.

26/11/2019

Reportagem Cléber Moletta.

A construção da Usina Dois Saltos, no Rio dos Patos, em Prudentópolis, está em andamento. Como mostramos em outras reportagens há controvérsias sobre o empreendimento. Nessa vamos apresentar detalhes sobre o projeto, visitado pela equipe da Rádio Cultura na última terça-feira (19).

Pelo projeto que está em execução parte da água do Rio dos Patos será desviada por um túnel. A escavação começa cerca de 1 km antes da cachoeira Salto Manduri. A água desviada vai percorrer cerca de 2 km por um túnel de 5,80m de altura por 5,30m de largura. Em alguns pontos o duto poderá chegar a 60 metros de profundidade. O túnel termina depois de uma segunda cachoeira, o Salto Rio Branco, onde ficarão instaladas as duas turbinas com as quais se espera gerar até 30 megawhats de energia elétrica. A diferença de altura entre o ponto de captação e as turbinas é de 114 metros, o que favorece empreendimentos esse tipo. Nesse modelo de usina não há barragem e alagamento de áreas.

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A construção do empreendimento está dividida em três canteiros de obras. A reportagem visitou um deles, no exato ponto onde a água do rio dos Patos será desviada para girar as turbinas. Parte do canal já foi escavada, nesse ponto a altura do canal é de cerca de 28 metros. Já o túnel ainda não começou a ser escavado.

Segundo os empreendedores foi necessário suprimir quatro hectares de vegetação para construir a usina.

Quantidade de água

Segundo o Estudo de Impacto Ambiental apresentado pela empresa a “vazão média do rio dos Patos é 23,5 m³/s no local da PCH Dois Saltos”. Entre o ponto de retirada da água e sua devolução para o rio, exatamente onde ficam as duas cachoeiras, a “vazão média do rio será de 10,5 m³/s”.

O limite mínimo de água que deve correr no rio depois do desvio é de 1,3 m³/s. Significa que se a água baixar desse limite a operação da usina deve ser interrompida.

Outras usinas

 Além da nova usina outras duas já existem no local há muitos anos. Elas ficam localizadas exatamente nas quedas d’água Manduri e Rio Branco. O estudo de impacto ambiental prevê, no entanto, que elas só podem funcionar se houver disponibilidade de água. Se a vazão do rio estiver baixa as comportas devem ser fechadas e o funcionamento das usinas interrompido.

A Usina Barão do Rio Branco está em funcionamento e gera energia, 2,5 MW, exclusivamente para uma fábrica de papel e embalagens em Ivaí. Já a Usina Manduri está em reforma e vai gerar 1,8 MW. Inicialmente a energia será usada para mover os equipamentos que farão as escavações da nova Usina Dois Saltos.

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