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Em Guarapuava, Acig, Hospital do Câncer e Unicentro formatam Instituto de Pesquisa

Instituto será um dos mais equipados centros de Medicina Genômica do Brasil, voltado para pesquisa e atenção aos pacientes com câncer.

14/10/2019

Com previsão de inauguração em fevereiro de 2020, o Instituto para Pesquisa do Câncer tem sido amplamente discutido entre o Departamento de Medicina da Unicentro (Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná), o Hospital do Câncer e a Acig (Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava), sendo que o Instituto será composto por representantes das três entidades em seu quadro diretor.

Para o presidente da Acig, Cledemar Antonio Mazzochin, projetos de relevância social como este precisam de apoio das iniciativas privada e pública.

“Temos muitos projetos de alto padrão e complexidade em andamento na área da saúde em nossa cidade, como o Hospital Regional, o Hospital do Câncer, Centro de Diagnóstico por Imagem, Centro Médico, Centro Oftalmológico, entre outros. O Instituto vem para legitimar, de fato, Guarapuava como uma referência estadual em saúde, impactando diretamente na qualidade de atendimento à população da região”, avalia o presidente.

Além do avanço no atendimento aos pacientes, o Médico Oncologista, David Livingstone Alves Figueiredo, ressalta o impacto do Instituto no ensino de Medicina dentro das Universidades.

“O Instituto vai fomentar pesquisas de alto nível e ensino de qualidade. Certamente, contribuiremos para trazer a Medicina Genômica para a formação da nova geração de médicos, como um campo de ensino e estágio para inúmeros cursos da saúde e de outras áreas. Nosso Instituto já conta com a parceria de pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e Universidades dos Estados Unidos e Canadá”. 

Parceria internacional

Nos dias 14 e 15 de outubro, o Departamento de Medicina da Unicentro promoverá as seguintes palestras, visando consolidar a parceria do Instituto com Universidades estadunidenses:

14/10 às 19h - “Projeto do genoma humano: passado, presente e futuro” -  Auditório Francisco Contini, Campus Santa Cruz, Unicentro

15/10 às 19h30 - “Bem estar, resiliência e compaixão são habilidades que podem ser desenvolvidas com treinamento: treinamento da compaixão na abordagem cognitiva” -  Auditório Faculdade Guairacá

Ambas as palestras serão ministradas pelo Diretor do Departamento de Biologia e Farmacologia do Câncer da Faculdade de Medicina da Universidade de Illinois, Marcelo Bento Soares.

“Há mais de 20 anos o Dr. Soares desenvolve pesquisas na área de biologia molecular e bioinformática, com ênfase em câncer. Além disso, é um profissional comprometido com a educação médica, particularmente no que diz respeito a cuidados compassivos, planejamento e suporte ao fim da vida e desenvolvimento de habilidades de comunicação”, conta o Dr. David.

Epidemia

Segundo a IARC (Agência Internacional para Pesquisa em Câncer), estima-se mais de 15 milhões de casos novos de câncer no mundo e calcula-se que essas notificações devam subir 70% nas próximas duas décadas. São mais 8 milhões de mortes anualmente em decorrência das neoplasias malignas.

Somente no Paraná, são mais de 14.000 óbitos por ano, sendo aproximadamente 38 por dia e quase duas mortes por hora. A previsão é de que, em 2029, o câncer se torne a primeira causa de morte no país.

Ao longo dos anos, com evolução de métodos diagnósticos e terapêuticos, muitos avanços foram adquiridos no tratamento de pacientes com câncer. Entretanto, para muitos tipos de câncer a sobrevida não se alterou nos últimos 40 anos e, em geral, os anos de sobrevida aumentaram para os pacientes com tumores diagnosticados e tratados em seus estágios iniciais, mas o prognóstico para os casos em que a doença já se mostra disseminada pelo organismo praticamente não se alterou.

“É preciso olhar para o câncer a partir da biologia molecular, pois o aparecimento e a progressão de tumores são acompanhados por mudanças complexas na expressão de genes. Compreender essas mudanças tem ajudado os cientistas a entender como o câncer começa e se espalha. Saber quais genes são expressos em um tumor permite prever seu comportamento”, avalia o Dr. David.

Fonte: Acig.

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