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Dom Manoel João Francisco participa de mesa redonda em Genebra sobre situação sócio-política do Brasil

Dom Manoel, bispo de Cornélio Procópio (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso da CNBB, representou a CNBB no evento.

04/09/2019

Aconteceu em Genebra, na Suíça, no dia 26 de agosto, uma mesa redonda ecumênica sobre a situação sócio política e econômica do Brasil com lideranças de igrejas cristãs. O encontro foi promovido pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e Dom Manoel João Francisco, bispo de Cornélio Procópio (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso da CNBB, representou a CNBB no evento. Do Brasil participaram também a secretária Geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil, a pastora Romi Bencke, o pastor da Igreja Luterana, Mauro de Souza, e também o pastor da Igreja Presbiteriana Independente, Aguinaldo Gomes.

Os participantes tiveram oportunidade para falar sobre a situação sócio-política e religiosa do Brasil e sobre os desafios enfrentados pelas Igrejas. Dom Manoel foi o último a falar e confirmou a situação obscura que o país vive, especialmente, no que toca o uso político e ideologizado da fé cristã, fazendo com que o cristianismo seja associado à prática da violência e do terrorismo. Sua fala, no entanto, buscou apresentar ações que a Igreja Católica vem fazendo diante deste cenário.

“Apresentei a organização da CNBB, com suas 12 Comissões Episcopais, especialmente a organização da Comissão para a Ação Social, e algumas atividades importantes como o “Grito dos Excluídos”, que este ano tem como tema “Vida em primeiro lugar” e lema “Este sistema não vale”, fazendo alusão direta a empresa VALE, mineradora, multinacional brasileira responsável pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG) e também da barragem de Mariana (MG), que culminou com a morte de centenas de pessoas e do ecossistema. Depois falei das “Semanas Sociais Brasileiras”, que também é um grande envolvimento de conscientização da sociedade, dos católicos e dos movimentos sociais para um trabalho de defesa dos direitos das pessoas, a partir da nossa fé cristã. Falei também das “Romaria da Terra” e “Romaria das Águas”, das Campanhas da Fraternidade, especialmente deste ano, que tinha como tema as Políticas Públicas e a do próximo ano que vai ser a defesa da vida. E, por fim, sobre Sínodo da Amazônia, para o qual foi realizado um processo de escuta profunda e muito intensa, atingindo quase toda a população. Lembrando que o Sínodo é uma atividade da Igreja e não sócio-política, apesar do Evangelho ter incidência sócio-política, o enfoque é eclesial e evangélico, e ainda falei sobre o trabalho de acolhida aos migrantes. Minha fala foi para dizer que estamos fazendo alguma coisa”, relatou Dom Manoel.  

Como resultado dessa mesa redonda, o pastor Marcelo Schneider, do Conselho Mundial de Igrejas, que articulou a mesa redonda, virá ao Brasil por esses dias para conversar com a presidência da CNBB e autoridades de outras Igrejas, a fim de articular, ainda este ano, algum encontro para ver em que o Conselho Mundial de Igrejas pode contribuir com as Igrejas Cristãs do Brasil diante da situação sócio-política do país.

(Karina de Carvalho – Assessoria de Comunicação CNBB Regional Sul 2)

 

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