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Diocese de Toledo (PR) acolheu Assembleia da OSIB

Com base nas ideias do psicólogo italiano Alessandro Manenti, para quem a vocação cristã é um diálogo entre Deus e a pessoa humana, assessor defendeu que os formadores construam uma aliança educativa com o formando

03/02/2020

A Diocese de Toledo acolheu o evento de formação permanente dos padres que atuam nos seminários da Igreja Católica no Paraná. Em pauta a reflexão sobre “O papel do formador no discernimento admissional e o processo formativo dos futuros Ministros Ordenados”. O tema é recorrente tendo em vista os desafios da nova evangelização, da modernidade e do processo crescente de urbanização, que por sinal é diretriz de atuação da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB) – Regional Sul 2.

Admissão de seminaristas e acompanhamento da sua formação são pontos necessários de reflexão no propósito de preparar os candidatos ao sacerdócio e que, por conseguinte, futuramente, serão responsáveis pela caminhada de fé das comunidades. “Não queremos que os padres sejam a maioria, mas que sejam bons padres”, diz o presidente da OSIB DO Regional Sul 2, Pe. Wilson Santos Morais. Segundo ele, o evento realizado na Diocese de Toledo, junto ao Instituto São João Paulo II, contribui para a atualização dos padres formadores no Paraná o que desdobra na formação dos próprios seminaristas.

O evento anual de caráter formativo, que percorre as dioceses no Estado, trouxe a Toledo o Pe. Matthias Ham, membro do clero da Diocese de Ponta Grossa, com mestrado em Psicologia e em Teologia Espiritual. Aos 58 participantes, entre padres e seminaristas indicados, indicou aos reitores e formadores que gastem muito tempo em ouvi-los nas suas inquietações. Para isso, teologia, psicologia, antropologia, entre outras ciências humanas, precisam dialogar.

Com base nas ideias do psicólogo italiano Alessandro Manenti, para quem a vocação cristã é um diálogo entre Deus e a pessoa humana, Pe. Matthias defendeu que os formadores construam uma aliança educativa com o formando, considerando o significado antropológico e teológico-espiritual do ser humano. Alertou que educar para a vida comunitária não é mero aprendizado de técnicas de comunicação, pois há um sentido religioso da vivência em comunidade que é mais exigente. “É necessário, como formadores e educadores, termos todos a visão cristã do ser humano, como base da nossa missão e do nosso serviço à Igreja e a cada pessoa em particular” (Convergência entre Psicologia e Espiritualidade no processo educativo/formativo vocacional – Pe. Matthias Ham, 2019).

Os apontamentos feitos pelo assessor, segundo Pe. Wilson, auxiliam na compreensão de quem é a pessoa que pede para ser formada e qual o papel do formador que, por sua vez, deve favorecer a caminhada do jovem.

Além dos conteúdos apresentados pelo assessor, dois documentos figuram como principais para a formação nos seminários, sendo a Ratio Fundamentalis (2016) – Sobre “O Dom da Vocação Presbiteral” e as Diretrizes para a formação dos presbíteros da Igreja no Brasil (2019). “Esses Documentos nos ajudam dizer aos nossos formandos, e aos valorosos jovens que querem responder o chamado vocacional para ser padre, o que a nossa Igreja pensa sobre o assunto e o que é necessário para o formador acompanhar bem esses jovens que querem responder à vocação”, informa Pe. Wilson.

De acordo com o bispo referencial para a Osib Sul 2, Dom Sérgio de Deus Borges, encontros desta natureza contribuem para o formador ter instrumentais mais adequados para acompanhamento dos vocacionados. Entre os instrumentais, destaca, a capacidade de escuta e como ajudar o formando discernir para responder ao chamado do Senhor.

 

CNBB Sul 2

 

 

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