01/02/2017 09:00:00 - Estadual

Ex-prefeito e vereador mandaram matar prefeito eleito de Piên, diz polícia

Crime aconteceu em dezembro de 2016, na PR-420.



O ex-prefeito de Piên, município da Região Metropolitana de Curitiba, é suspeito junto com o presidente da Câmara Municipal ter mandado matar o prefeito eleito, de acordo com a Polícia Civil. O crime aconteceu em dezembro de 2016. O ex-prefeito Gilberto Dranka (PSD) foi preso na manhã desta terça-feira (31).

Loir Dreveck (PMDB) foi baleado por um motociclista quando viajava com a família para Santa Catarina. Ele chegou a ser internado, mas morreu três dias depois.

Para fugir da polícia, Gilberto Dranka se escondeu no forro da mansão em que mora. Um vídeo da Polícia Civil mostra o momento em que o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) encontrou o político.

O motoqueiro suspeito de ter atirado em Loir Dreveck também está detido na capital paranaense. Amilton Padilha, de 29 anos, estava em uma cadeia em Santa Catarina, preso por roubo, mas, foi transferido para o Paraná.

Outra pessoa que foi detida nesta terça é o dono de uma oficina mecânica. Orvandir Pedrini é considerado o responsável por contratar o motoqueiro.

Mandantes

Segundo a polícia, Orvandir Pedrini afirmou em depoimento que o crime foi encomendado não só pelo ex-prefeito, mas também pelo atual presidente da Câmara de Vereadores, Leonides Mahs (PR).

A princípio, Leonides Mahs tinha um mandado de condução coercitiva contra ele, tendo apenas que prestar depoimento. Entretanto, acabou preso em flagrante por porte ilegal de armas e munição.

Com a declaração de Orvandir Pedrini, um novo pedido de prisão por suspeita de envolvimento no assassinato será feito. De acordo com a polícia, como pagamento pelo crime, o motoqueiro teria ficado com um carro e R$ 10 mil.

Orvandir Pedrini tinha a promessa de contratos com a Prefeitura de Piên. Para a polícia, foram desavenças políticas que motivaram o crime.

O Secretário de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita, informou ainda que outra pessoa, parecida com o prefeito Loir Drêvek, pode ter sido morta antes dele a mando do grupo, por engano.

Na época do crime, o então prefeito Gilberto Dranka divlugou uma nota lamentando a morte.
Ele disse: "é uma grande perda para nosso município, toda a cidade está desolada e torcemos para que logo descubram quem foi o autor desta barbárie, minhas condolências à toda a família".

 

G1 Paraná