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Arquidiocese de Cascavel recebeu a 32º Romaria da Terra do Paraná

A escolha da cidade de Lindoeste para sediar a 32ª Romaria da Terra, foi por se tratar de uma região na qual há vários assentamentos do Movimento Sem Terra (MST), onde pessoas vivem da agricultura.

20/08/2019

No último domingo, 18 de agosto, a cidade de Lindoeste, território da Arquidiocese de Cascavel, acolheu os participantes da 32º Romaria da Terra do Paraná. O evento, que é organizado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), teve por lema: “Nenhum camponês sem terra, mulher sem direito, jovem sem educação e criança sem saúde”, reuniu cerca de dois mil romeiros, na sua maioria integrantes das pastorais sociais, trabalhadores sem-terra e agricultores provenientes de várias regiões do Paraná. O arcebispo de Cascavel, Dom Mauro Aparecido dos Santos, o arcebispo de Londrina, Dom Geremias Steinmetz, o bispo de Cornélio Procópio, Dom Manoel João Francisco e sacerdotes e religiosos (as) de várias arqui/dioceses também se fizeram presentes.

A Romaria tem por característica ser um momento de profecia, manifesto, denúncia e fortalecimento da caminhada pastoral e social em busca de luzes e saídas para as situações que ameaçam e ferem, especialmente, as pessoas que vivem da agricultura. Na dinâmica do evento, as caravanas de romeiros chegaram pela madrugada e, ao longo do dia, realizaram celebrações místicas, partilhas sobre os desafios enfrentados, discursos que visam apontar caminhos para a solução dos problemas.

Para o padre Dirceu Luiz Fumagalli, coordenador regional da Comissão Pastoral da Terra, essa romaria é um momento privilegiado para celebrar a fé e o compromisso com o Reino de Jesus: “o propósito da romaria era de reanimar, não só os agentes da CPT ou agentes que atuam junto ao campo nas pastorais, mas também os movimentos sociais que lutam em defesa dos camponeses e é essa, então, a importância dessa grande celebração, motivar as comunidades”, afirmou.

A escolha da cidade de Lindoeste para sediar a 32ª Romaria da Terra, foi por se tratar de uma região na qual há vários assentamentos do Movimento Sem Terra (MST), onde pessoas vivem da agricultura. É um lugar que necessita de Políticas Públicas eficazes para que as pessoas tenham seus direitos à saúde, educação, transporte, moradia assegurados.

Dom Geremias Stenmetz, que já participou de outras Romarias, avaliou o evento de forma muito positiva, apesar de ter percebido uma participação menor de pessoas em relação a outros anos. “A 32ª Romaria da Terra do Paraná tocou a questão das Políticas Públicas no campo e alcançou seu objetivo. Com o uso de imagens simbólicas como o fogo, as barracas, as mochilas e até mesmo as crianças correndo e falando por todos os lados, se mostra a realidade da vida no campo e seus desafios. A romaria é uma grande celebração da vida e da esperança de uma população”, disse o arcebispo. Além disso, reiterou que a presença dos três bispos durante todo o evento buscou incentivar e mostrar que a Igreja tem interesse de que essas discussões sejam feitas nos municípios com a colaboração dos discípulos de Jesus Cristo.

 

Fonte: CNBB Sul 2 - Texto: Karina de Carvalho – Assessora de Comunicação | Fotos: Pe. Valdecir Badzinski – Secretário Executivo

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