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Missionários realizam atividades de prevenção ao Coronavírus na Guiné-Bissau

Com as atividades pastorais suspensas, missionários iniciaram ações de conscientização quanto a prevenção do novo Coronavírus.

16/04/2020

A pandemia do novo Coronavírus modificou a rotina dos missionários paranaenses da Missão Católica São Paulo VI, na Guiné-Bissau, África. Apesar do país ter ainda poucos infectados com a doença e nenhum óbito (39 casos confirmados, até o dia 14 de abril), e da região onde vivem os missionários ainda não ter casos confirmados, as atividades pastorais foram suspensas, como uma medida preventiva.

Diante dessa realidade, e conscientes do compromisso evangélico de “cuidar da vida”, os missionários estão realizando um trabalho de conscientização da população quanto à prevenção. Ao menos uma vez por semana, eles visitam tabancas (pequenas comunidades ou vilarejos distantes, em lugares de difícil acesso) e levam produtos para a higienização, como sabão e água sanitária e também cartazes com ilustrações de como higienizar corretamente as mãos.

pesar da Guiné-Bissau ter como língua oficial o português, cada comunidade, ou etnia, possui um dialeto próprio e nem sempre entendem o português ou o crioulo (língua nativa comum). Então, os missionários conseguiram gravar as informações de prevenção ao novo coronavírus em vários dialetos-idiomas, como: crioulo, balanta, fula, mandiaco e árabe, a fim de que todos possam compreender.

A ação tem se mostrado eficaz, pois as comunidades compreendem a importância das medidas de prevenção. No entanto, em visita à tabanca de Poel Kana, os missionários se depararam com uma situação desafiadora. Ao concluírem a visita, o chefe da tabanca, senhor Dam, agradeceu o cuidado da Igreja para com eles, mas expos sua dificuldade. Na tabanca há dois poços convencionais que, devido ao período de estiagem, estão quase secos, oferecendo diariamente dois ou três baldes para cada família. Sendo assim, eles terão que optar entre lavar as mãos com frequência ou usar a água para cozinhar, isso sem falar dos animais, que tem morrido de sede.

Ao se depararem com essa realidade, os missionários Pércio Pereira Vitória, Márcia Pereira Vitória e Danúbia Alves, contam que perderam o chão e não tiveram ainda uma resposta ao chefe da tabanca. O período de chuva na Guiné-Bissau, quando os poços voltam a encher, é previsto para iniciar na metade maio.

Os missionários, desde então, têm pensado numa forma de ajudar as comunidades também com a água, elemento essencial para que as medidas de higiene sejam possíveis. Além de continuar a rezar pelo fim da pandemia e, especialmente, para que o país da Guiné-Bissau, onde a pobreza já é grande e outras doenças graves já assolam o povo, seja protegido desse vírus.

 

CNBBS2

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