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Polícia Civil não concluiu inquéritos de crimes ambientais cometidos em 2014 na Serra da Esperança

Ninguém foi punido pelo desmatamento de 166 hectares de mata, maior área encontrada pela Polícia nos últimos anos.

29/05/2019

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Nenhum inquérito para apurar crimes ambientais na maior área de desmatamento da Serra da Esperança, em Guarapuava, foi concluído. A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Paraná. A reportagem da Rádio Cultura mostrou que uma área de 166 hectares (equivalente a 170 campos de futebol) devastada em 2014 continua sendo usada para plantio de grãos (veja aqui). Além de plantar em terras embargadas nenhum empresário foi punido nas esferas civil e criminal.

Desde 2014 foram cinco crimes ambientais na mesma área, todos os casos com autores identificados pela Polícia Militar Ambiental. Três inquéritos foram abertos, mas nenhum está concluído. Os crimes que começaram a ser apurados são desmatamento, destruição de área de preservação permanente e armazenamento de palanques de imbuia. Na época dos danos, em 2014 e 2016, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) multou Vilmar José Pizzi. As multas, no entanto, nunca foram pagas. Nenhum processo chegou ao Judiciário.

Os outros dois crimes, cometidos em abril e maio de 2019, ainda não tiveram inquérito aberto. Nos dois casos são desmatamentos cometidos na mesma área por José Aguinaldo Leuch, da cidade de Reserva, e Rogério e Andre Oliveira Alves, de Ponta Grossa, segundo boletim de ocorrência da Polícia Ambiental.

Ministério Público

O Ministério Público do Paraná também não instaurou nenhum procedimento cível ou criminal em relação aos crimes cometidos na Serra da Esperança. Os procedimentos cíveis têm objetivo de obrigar o responsável a reparar os danos cometidos. Na esfera criminal os processos buscam responsabilizar penalmente os criminosos.

Segundo a Polícia Militar Ambiental todos os crimes registrados foram encaminhados para Polícia Civil.

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