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Servidores públicos municipais entram em estado de greve

Decisão foi tomada durante assembleia sindical nesta segunda-feira (27).

28/05/2019

 A discussão em relação à recomposição salarial dos trabalhadores representados pelo Sisppmug (Sindicato dos servidores, funcionários públicos e professores municipais de Guarapuava) chegou em um novo estágio. Em assembleia nesta segunda-feira, dia 27, foi decidido pelos membros do sindicato a anunciação de estado de greve. Após tentativas inconclusivas de negociação com a prefeitura, os servidores decidiram tomar atitudes mais drásticas.

Entenda um pouco melhor aqui

 Após a confirmação de que não haveria recomposição salarial, do último ano, no prazo determinado durante uma reunião no último dia 24, uma assembleia foi imediatamente convocada pelo sindicato e aconteceu ontem. Na reunião, foram repassadas as informações sobre o pagamento da recomposição e todos os porquês de não haver condição de realizá-lo. A partir disso iniciou-se a discussão sobre os próximos passos, o resultado foi o estado greve de e a definição para um dia de paralisação, 14 de junho. Segundo a presidente do Sisppmug, Cristiane Wainer, este dia pode ser apenas o primeiro, caso nada seja resolvido “a categoria já tem essa data de paralisação no dia 14, podendo ser estendido por tempo indeterminado” pontuou.

A decisão de começar apenas com o estado de greve e não de partir para uma paralisação imediata foi tomada, ainda segundo Cristiane, porque as consequências de uma greve não são boas para nenhuma parte. Há a exaustão dos trabalhadores e a comunidade necessita dos serviços “todo mundo fica preocupado com essa situação de greve, por isso nós estamos dando este prazo, estamos em estado de greve, para ver se o prefeito volta agora a dialogar, volta a receber o sindicato [...] ouvir os anseios da categoria para tentar achar uma saída”, explicou a presidente do Sisppmug.

Uma saída apontada pelo sindicato é o pagamento do vale-alimentação, que pode ser dado para compensar uma parcela do que foi perdido pelos servidores e, segundo Cristiane, não é considerado gasto com folha salarial e sim como verba indenizatória “ele (o vale-alimentação) vem para contribuir no orçamento do servidor público municipal e também na economia [...] o servidor vai usar para se alimentar e o dinheiro que ele usava para isso pode ser usado para outras questões como pagamento de impostos, tributos, IPTU” explicou.

A assembleia novamente apresentou os índices do que não foi pago nos últimos anos por gestões anteriores e abordou o fato de que mesmo após a oferta de um parcelamento por parte do sindicato, não houve acordo “a categoria entendeu como um equívoco da administração (municipal) [...] nós apresentamos números de verbas de representação que podem sofrer cortes e aí sim garantir a recomposição de todos e de todas” argumentou a líder sindical.

Em nota, a prefeitura pede que haja paciência por parte do servidor e que no mês de setembro haverá um alívio em relação às contas, abrindo espaço para as negociações. Cristiane aborda este pedido expressando a opinião dos trabalhadores “é sempre o servidor público que tem que entender, que tem que ser compreensivo, que tem que ter paciência, nesse momento o trabalhador está dizendo que não pode esperar tanto tempo [...] Dizer para o servidor que ele não vai ter minimamente a reposição inflacionária e pedir para ele ser sensível e ter paciência já é pedir um pouco demais”.

Clique no player e ouça a entrevista concedida por Cristiane Wainer

 

Texto: Pablo Henrique Aqsenen (estagiário) sob a supervisão do jornalista Jorge Teles

Foto: Facebook Sisppmug

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