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Audiência Pública discute implantação de colégio militar em Guarapuava

Comunidade estudantil, APP Sindicato,representante da Polícia Militar do Paraná, entre outros, compareceram à Câmara dos Vereadores para debater o assunto.

24/05/2019

A comunidade guarapuavana começou a discutir a necessidade da implantação de um colégio da polícia militar na cidade. No dia 23 de maio foi realizada uma audiência pública na câmara de vereadores, que foi o 'pontapé' desta proposta. Para que a ideia seja levada para frente, é necessária a aprovação dos guarapuavanos.

Após uma possível aprovação, o projeto deve seguir para a Secretaria da Educação do Paraná e outras secretarias, para então poder ser analisado e possivelmente aprovado pelo governador do Estado, Ratinho Júnior. Durante a audiência, representantes de diversas entidades que estiveram presentes opinaram e argumentaram acerca do assunto pautado.

A representante da APP Sindicato, Terezinha Daiprai, expressou insatisfação com a proposta, segundo ela, o órgão defende os direitos da educação pública para os estudantes, professores e funcionários e que, por isso, não é possível concordar com o projeto. “Nós entendemos que é uma política equivocada, ela fere os princípios constitucionais que garantem que a educação pública deve ser universal [...] no colégio militar, não entra qualquer estudante, é feito um teste seletivo, uma prova, e só os que alcançarem maior nota, ou atingirem a média é que entrarão” explicou. Ao abordar outro viés, Terezinha também fala sobre a origem das verbas para o colégio militar “outro ponto, se é um colégio da polícia militar, então os recursos deveriam estar dentro da Secretaria de Segurança Pública e não na Secretaria da Educação, que é de onde vem os recursos para todas as escolas”, argumentou. Por fim explicou que a ação pedagógica de colégios militares são excludentes ao não aceitarem comportamentos diferentes dos que impõe.

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Outro órgão que compareceu à assembleia foi a Upes (União Paranaense dos Estudantes Secundaristas) representada por Luiz Fernando, que deixou clara a posição contrária ao projeto “nós não queremos a escola militar em Guarapuava. Decidam o que vocês quiserem, mas não coloquem essa decisão como se fosse a comunidade que tivesse procurado”. Segundo o jovem, quem propôs o projeto não está a par das condições da educação pública no município “cheguem e conversem com a comunidade, cheguem e conheçam a realidade da educação pública na cidade de Guarapuava”, finaliza.

A UNE (União Nacional dos Estudantes) também participou da reunião. Segundo o diretor de políticas públicas da entidade, Henrique Lobachinski, segurança pública é o assunto com o qual a polícia militar deve lidar e que, as políticas públicas em relação ao mesmo não são satisfatórias “se o órgão (Secretaria de Segurança Pública) não está conseguindo cumprir com a sua competência, e é uma reivindicação da grande maioria da população, pedindo segurança, nós vamos entregar esse mesmo modelo que não está funcionando na segurança para a educação também?” argumenta.  Assim como a APP Sindicato, a UNE manteve ‘um pé atrás’ em relação ao método pedagógico e padrões utilizados pelos colégios militares.

Esteve na câmara também, o major Toniollo, Coordenador do Colégio da Polícia Militar de Curitiba, para explicar as opções de implantação do colégio militar, caso a comunidade aprove a ideia “a gente sabe que é difícil mas pode começar do zero e ser construído um colégio, pode ser encontrado um espaço que não seja um colégio mas que com uma reforma abrigue um” explicou. O major também falou sobre os benefícios que um colégio militar pode trazer para uma região “em algumas outras cidades, alguns colégios estaduais estão com um número reduzido de alunos, o colégio acaba diminuindo, aí existe um interesse de que ao implantar o colégio militar [...]ele não vai atender só a comunidade local, vai atender a cidade toda e sua região metropolitana” completou. Ao contrário do que foi dito pelo representante da Upes,  Toniollo afirma que há interesse da população na implantação de colégios militares “nós recebemos, pela polícia militar, diariamente, pedidos de várias cidades do estado”.

 

Texto: Pablo Henrique Aqsenen (estagiário) sob a supervisão do jornalista Jorge Teles

Foto: AEN

 

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