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"Green Book", Lady Gaga e representatividade em alta: alguns momentos do Oscar

25/02/2019

Em um ano que poderia ser histórico, com a vitória de um filme estrangeiro produzido pela Netflix (caso de ‘Roma’) ou de um longa dirigido por um cineasta negro (‘Infiltrado na Klan’ e ‘Pantera Negra’), a escolha da Academia para o principal prêmio da noite não fugiu do convencional. ‘Green Book – O Guia’ foi escolhido o melhor filme.

O longa dirigido por Peter Farrelly é considerado por muitos uma espécie de nova versão de ‘Conduzindo Miss Daisy’, grande vencedor do Oscar em 1990, quase três décadas atrás. A comédia dramática conta a história de um motorista descendente de italianos que arruma um emprego como motorista de um pianista negro, e vai aos poucos deixando o racismo de lado, ao observar de perto os efeitos das leis de segregação racial então vigentes nos Estados Unidos da década de 60.

‘Green Book – O Guia’ ainda levou outros dois prêmios importantes: melhor roteiro original e ator coajduvante para Mahershala Ali. Ele, inclusive, está mais em alta que nunca: além de ter sido seu segundo prêmio – em 2017, ele ganhou na mesma categoria por ‘Moonlight’ -, o ator também dublou um dos personagens de ‘Homem-Aranha no Aranhaverso’, melhor animação da noite.

Já o título de maior ganhador de estatuetas da noite ficou com ‘Bohemian Rhapsody’, com quatro conquistas: melhor edição, melhor som, melhor mixagem de som e melhor ator para Rami Malek, que encarnou Freddie Mercury.

‘Roma’, tido como o mais cotado para levar o prêmio principal, teve que se contentar com três: melhor fotografia, melhor filme estrangeiro e melhor diretor. Todas elas foram recebidas por Alfonso Cuarón, que manteve o domínio mexicano entre os diretores. Das últimas seis cerimônias, por cinco vezes a categoria consagrou cineastas mexicanos – escrita que ele mesmo começou, em 2014, com ‘Gravidade’.

Nos discursos, sobressaíram-se as insinuações contrárias ao muro que o presidente Donald Trump insiste em querer construir na fronteira entre EUA e México. Spike Lee foi ainda mais direto. Ao receber o prêmio de melhor roteiro adaptado, por ‘Infiltrado na Klan’, ele fez um apelo. “2020 está logo aí”, disse, lembrando das próximas eleições presidenciais norte-americanas.

“Vamos escolher o amor e não o ódio. Vamos fazer a coisa certa”, encerrou, fazendo um trocadilho com o nome de um de seus filmes mais famosos. Lee, aliás, deu um show à parte, com direito a dancinha e pulo no colo do amigo Samuel L. Jackson, reponsável por lhe entregar este que foi apenas o primeiro Oscar de sua carreira.

A edição 2019 do Oscar entrou para a história também por ter o maior número de artistas negros premiados no mesmo ano. Foram sete no total: os já citados Mahershala Ali e Spike Lee, Kevin Willmott (co-roteirista de ‘Infiltrado na Klan’), Peter Ramsey (um dos diretores de ‘Homem-Aranha no Aranhaverso’, eleita a melhor animação), Regina King (melhor atriz coadjuvante por ‘Se a Rua Beale Falasse’), Hannah Beachler e Ruth Carter, respectivamente diretora de arte e figurinista de ‘Pantera Negra’.

(Fonte: Yahoo)

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