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Risco de difteria no País aumenta e Saúde pede disponibilidade de tratamentos

Nos estoques do Ministério da Saúde, há apenas 12 tratamentos para serem usados em casos graves.

01/02/2019

Ameaçado de perder o certificado de eliminação do sarampo por causa do retorno da doença no ano passado, o Brasil se vê agora às voltas com outro risco: o de enfrentar o crescimento de casos de difteria sem que haja tratamentos disponíveis.

Nos estoques do Ministério da Saúde, há apenas 12 tratamentos para serem usados em casos graves. Esse quantitativo pode atender um número um pouco maior de pessoas – desde que o quadro esteja em um estágio menos avançado. Mas a própria pasta admite que o número é baixo e, em janeiro, solicitou à Organização Pan-Americana de Saúde 200 tratamentos para tratar a difteria. Sem o tratamento, o paciente pode morrer.

A queda da cobertura vacinal contra difteria vem sendo registrada nos últimos quatro anos. Dados preliminares de 2018 mostram que apenas um Estado, o Ceará, apresentou uma cobertura vacinal aceitável, acima de 90%.

A situação, por si só, já seria preocupante. Mas o cenário se agrava de forma expressiva quando se leva em consideração que países próximos enfrentam surtos da infecção. Com aumento de casos da doença desde 2016, a Venezuela registrou ano passado 1 102 casos suspeitos notificados .Este ano, já foram registrados 46. Também em 2018, foram confirmados 264 no Haiti e 6 na Colômbia.

Ao mesmo tempo em que aumenta o número de pessoas doentes nas Américas, a cobertura na Região Norte, porta de entrada para boa parte dos migrantes, é considerada muito baixa. Em Roraima, a taxa de imunização está em 66%. No Acre, é de 60% e Amazonas, 77%. O Amapá tem 55% e Rondônia, Estado com melhor desempenho da região é Rondônia, com 85% e o Pará com a pior, 49%.

A difteria é uma infecção causada por bactéria, transmitida pela tosse, pelo espirro ou pelo contato com objetos ou roupas contaminadas. Os sintomas da infecção surgem entre dois e cinco dias depois da exposição. Geralmente isso ocorre de forma gradual, com uma simples dor de garganta. 

O Ministério da Saúde alerta para a necessidade de que pessoas atualizem a carteira vacinal. A imunização tem de ser renovada periodicamente.

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