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Em três meses Hospital Santa Tereza diminuiu déficit financeiro

Com nova administração, o hospital está realizando plano de recuperação financeira. Planejamento é manter instituição equilibrada e voltar a investir.

14/12/2018

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Em três meses a nova administração do Hospital Santa Tereza diminuiu o déficit da instituição de R$ 480 mil para R$ 380 mil mensais. Em seis meses, as contas devem estar equilibradas, segundo o novo coordenador financeiro. O grupo que assumiu o comando da instituição tem o objetivo de fazer a recuperação financeira em três anos. Neste prazo, além de recuperar as finanças, a proposta é buscar investidores que injetem dinheiro para promover melhorias na estrutura de atendimento.

“Era em torno de R$ 480 mil o déficit mensal, em três meses conseguimos reduzir para em torno de R$ 380 mil, essa diferença que ainda precisamos buscar no mercado, no sistema financeiro. Temos a expectativa de que até a metade do ano nosso fluxo de caixa esteja equilibrado”, disse à Rádio Cultura Victor Brzezinski, coordenador financeiro da instituição.

A diminuição do déficit foi obtida com ações emergenciais na área financeira , segundo Francisco Carlos Cogo, novo administrador do hospital. “Estamos buscando estancar a sangria que a gente tem, buscando novos parceiros para compra de serviços e trabalhando na redução de custos comprando melhor os serviços que a gente precisa”, disse.

Em abril a instituição enfrentou uma crise com a possível saída em massa de cerca de 50 médicos que estavam com salários atrasados. Ainda existem pendências financeiras com médicos, que estão sendo negociadas, segundo a administração. Em julho, agosto e setembro a crise se deu com os cerca de 360 funcionários, que ameaçaram entrar em greve por atraso nos pagamentos. Atualmente, todos os salários estão em dia, segundo a administração. As crises foram contornadas e em setembro a nova administração assumiu.

Francisco Carlos cogo, explicou que está trabalhando em duas frentes. Além das ações financeiras emergenciais existe um trabalho de melhoria operacional da instituição e um diagnóstico detalhado que vai permitir a realização de investimentos.

“Temos um planejamento de atuação em três anos. O primeiro ano colocar as contas em equilíbrio, o segundo ano alavancar o potencial com novos clientes para que o caixa se torne positivo e o terceiro ano é trabalhar em investimentos na estrutura do hospital”, disse Cogo.

A nova administração faz parte da MR consultoria. A empresa é especializada neste ramo e já atuou na recuperação financeira de hospitais do estado de São Paulo e Maringá. Parte do trabalho é fazer um diagnóstico, planejar investimentos e buscar investidores.

Em relação ao perfil do hospital, atualmente de média e baixa complexidade, com foco em maternidade e pediatria, o administrador disse que não se busca um perfil novo. Ou seja, continuará fazendo os mesmos serviços de forma otimizada e aumentando a participação de convênios e particulares.

Atualmente 87% dos atendimentos são pelo sistema único de saúde. Os 13% restante se divide entre particular e convênios. O SUS tem um contrato fechado, ou seja, não aumenta – em curto prazo – a quantidade de recursos. Por isso, o objetivo da nova administração é aumentar arrecadação com atendimentos particulares e de conveniados.

Dívidas

A Justiça considerou a Associação de Saúde Frederico Guilherme Keche Virmond (Instituto Virmond) e o Hospital Santa Tereza um grupo econômico. Isso obriga o Instituto, atual gestor do hospital, a arcar com algumas dívidas do Santa Tereza – empresa privada que acumula mais de R$ 40 milhões em dívidas.

Não há risco de perda do patrimônio, segundo os novos administradores, porque está em processo tratativas de renegociação das dívidas.

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