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Coligação aprova afastamento da candidatura de Beto Richa ao Senado, mas só ele pode decidir

Partidos decidiram pelo afastamento após pedido da governadora Cida Borghetti.

18/09/2018

A coligação Paraná Decide, que é encabeçada pela candidata à reeleição Cida Borghetti (PP), aprovou o afastamento da candidatura de Beto Richa (PSDB) ao Senado. Em nota enviada à imprensa no começo da noite desta segunda-feira (17), o grupo informou que analisou e aprovou por maioria o pedido da governadora para a retirada do tucano da chapa. “A determinação foi repassada ao departamento jurídico para que formalize o pedido ao TRE [Tribunal Regional Eleitoral]”, informa a nota.

O pedido de Cida foi feito aos partidos após a prisão de Richa na Operação Rádio Patrulha, do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Em coletiva de imprensa concedida em Toledo, no oeste do Paraná, ela já havia adiantado o pedido. “Não aceito, não admito, não compactuo com nenhum ato de desvio de conduta. Quando assumi o Governo do Estado um dos meus primeiros atos foi a criação da Divisão de Combate à Corrupção”, afirmou Cida.

Após deixar a prisão na madrugada de sábado, Beto Richa afirmou que retomaria a campanha para o Senado Federal. Mesmo com o afastamento aprovado, o tucano afirma que sua candidatura é “irreversível”.

Somente Richa
A determinação foi repassada ao departamento jurídico para que formalize o pedido ao TRE. Para Cida e aliados, mesmo solto três dias depois, “não há reversão” sobre a imagem da prisão do tucano.

Apesar do pedido, a legislação estabelece que somente Richa pode desistir de sua postulação, já que seu nome foi referendado da convenção partidária e homologado na Justiça Eleitoral. No programa eleitoral desta segunda-feira, Richa reafirmou que mantém a candidatura ao Senado, se disse vítima do “estado policial que querem implantar no País” e afirmou que a Justiça vai reconhecer sua inocência.

O Estado apurou, no entanto, que a campanha dele está desmobilizada, incluindo escritórios e apoiadores, principalmente prefeitos. Deputados estão, inclusive, excluindo o nome e o número de Richa dos materiais de campanha. Nesta sexta-feira, 14, o programa eleitoral da coligação no rádio e na TV foi totalmente preenchido pelo deputado Alex Canziani (PTB). “A candidatura dele está destruída. Se o objetivo era destruir a candidatura, foi atingido, porque ele estava com uma eleição assegurada”, disse um integrante da coligação.

A governadora faz parte do mesmo grupo político de Richa e foi sua vice na gestão anterior, até o tucano deixar o cargo de governador para disputar o Senado, em abril. Apesar disso, ela tem ressaltado que boa parte dos secretários de Richa na época dos casos investigados – no primeiro mandato do tucano – agora apoia o candidato ao governo Ratinho Junior (PSD), principal adversário dela na disputa.

Cida afirma que Richa vinha realizando campanha solo, sem apoiar a candidatura de Cida ao governo. “Não há portanto, razão para que a coligação continue a atender o PSDB, já que sua maioria não apoia Cida, a candidata da coligação”, diz a nota divulgada pela campanha.

Rádio Patrulha
A Operação Rádio Patrulha investiga o programa Patrulha do Campo, do Governo do Paraná, no período 2012 a 2014, apurando-se indícios de direcionamento de licitação para beneficiar empresários e pagamento de propina a agentes públicos, além de lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.

Dos 15 investigados presos, 14 foram soltos por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, na sexta. Entre eles, está o ex-governador Beto Richa (PSDB), apontado pelo MP-PR como o “líder do grupo criminoso”. Ao sair da prisão, ele afirmou que foi vítima de uma “crueldade enorme”. “Não merecia o que aconteceu. Estou de cabeça erguida. Continuo respondendo a todas as acusações”, comentou.

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