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Boa Ventura de São Roque em preparação para a festa do padroeiro

O evento será no dia 19 de agosto e uma programação especial foi elaborada para a ocasião. Novena, procissão e cavalgada com a imagem de São Roque fazem parte dos preparativos.

25/07/2018

Dia 19 de agosto, a paróquia São Roque, em Boa Ventura de São Roque, celebra a 61ª edição da festa do padroeiro (lembrado em 16 de agosto).

Conforme a coordenação da paróquia, uma programação intensa foi preparada para o momento importante para todos daquela comunidade.

De 10 a 18 de agosto, às 19h, na matriz, haverá a celebração da novena em honra a São Roque e todos são convidados a participar.

No dia 19, as comemorações começam às 09h, com a procissão com as imagens dos padroeiros das capelas que pertencem à paróquia. A procissão deve chegar à matriz às 10h, momento este em que a comunidade acolhe os tropeiros que chegam da cidade de Tereza Cristina, no Paraná, com a imagem de São Roque.

A cavalgada com pelos menos 50 participantes que já confirmaram presença, começa no dia 17 de agosto, em uma capela do município de Tereza Cristina, com uma bênção de envio do pároco de Boa Ventura de São Roque, padre Agenor Batista de França. Os tropeiros percorrerão uma distância de 168 quilômetros levando a imagem do São Roque. O pernoite dos cavaleiros durante o trajeto será em casas de famílias que se prontificaram a acolhê-los em sítios e fazendas, numa demonstração de partilha, união e devoção para com São Roque, protetor dos cães.

Depois da missa, será servido um almoço à base de churrasco. Às 13h30, o conjunto gaúcho Grupo Ventanas, da cidade de Pitanga, fará um show gratuito aos presentes.

Os festejos prosseguem com a coroação da rainha da festa às 15h30, seguido de show de prêmios às 16h.

SOBRE SÃO ROQUE

Dia 16 de agosto é a data de celebração de São Roque. Neste dia, em 1295, ele nasceu em Montpellier, na França, cidade conhecida tradicionalmente pela inclinação à pesquisa nas áreas de medicina e esoterismo, tendo lá vivido e ensinado inúmeros alquimistas e o próprio Nostradamus.

Roque, como tantos jovens de família abastada, estudou medicina em sua cidade natal sem, contudo, concluir sua formação. Muito jovem, abandonou esse caminho para abraçar outra missão: doa todos os seus bens e parte em peregrinação para Roma.

A jornada se mostrou longa e proveitosa. Roque atravessou uma região afetada pela peste, esteve em muitas cidades assoladas, nas quais pôde ajudar no trato dos doentes, auxiliando e operando curas. Em Roma, onde permaneceu por três anos, também esteve com doentes contaminados pela peste, sempre em obra de assistência.

Na viagem de volta, ele mesmo se viu acometido pela doença. Em Piacenza, norte da Itália, com uma ferida grande na perna (um bulbo de peste), se escondeu num bosque, isolando-se para não contagiar ninguém.

Abatido, teria morrido de fome se não tivesse sido encontrado por um cão. O cão, pertencente a um homem poderoso, Palastrelli, roubava da mesa de seu senhor restos de comida que trazia até o bosque.

Ao notar, dias seguidos, o estranho comportamento do animal, Palastrelli decidiu segui-lo. Ao encontrar Roque, vendo que seu cão roubava para socorrer um doente, ficou bastante comovido e o auxiliou dando suporte para que o peregrino se recuperasse.

Para celebrar essa intensa ligação entre santo e cão – seres marcados por bondade, dedicação e fidelidade – a iconografia de São Roque sempre o representa com o bastão do andarilho, acompanhado pelo querido animal peludo que carregava na boca um bocado de alimento, um pedaço de pão ou coisa assim.

Seja na riquíssima Basílica de São Roque, Veneza, numa medalhinha para levar no pescoço ou no mais modesto dos “santinhos” distribuídos na porta de uma igrejinha, a imagem dos amigos lado a lado nos enche de esperança: nos momentos difíceis, o socorro pode vir do inesperado.

 

 *Seguindo as instruções do Regional Sul 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e também da diocese de Guarapuava, através de documento assinado pela maioria dos párocos e administradores paroquiais, fica proibida a comercialização de bebidas alcoólicas em todos os eventos da Igreja.

 

Texto sobre São Roque escrito por Marina Gold/ Portal Terra - Diopuava

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