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Reabilitação profissional auxilia o retorno de trabalhadores ao mercado

Quando afastados por doença ou acidente, segurados pelo INSS que recebem indicação médica devem passar pela reabilitação profissional.

10/07/2018

Voltar ao mercado de trabalho é um dos desafios para quem tem a carreira interrompida por um problema de saúde. Segurados do INSS que por motivo de doença ou acidente ficam incapacitados para o trabalho e passam a receber o auxílio-doença devem passar pelo programa de reabilitação profissional. O objetivo é oferecer a possibilidade de se readaptar e voltar a trabalhar.

“A reabilitação profissional é uma assistência educativa e de adaptação ou readaptação profissional, o objetivo é proporcionar ao beneficiário do INSS que está incapacitado parcial ou totalmente para o trabalho os meios para o reingresso no mercado de trabalho”, disse à Rádio Cultura Pâmela Figueiredo, chefe da Divisão de Saúde do Trabalhador da Regional Sul do INSS.

As agências do INSS devem receber o segurado com uma equipe formada por médicos, assistentes sociais, psicólogos, sociólogos, fisioterapeutas e outros profissionais. Esses profissionais avaliam a condição desse segurado retornar ao mercado. Quando não é possível voltar para mesma função, o segurado pode receber indicação médica e ser encaminhado para o programa de Reabilitação Profissional.

“Ele é avaliado e é qualificado para uma atividade de trabalho que vai ser compatível com sua condição física e condição psíquica, ele é acompanhado para um curso profissionalizante, para melhora da escolaridade e treinamento em empresas, e recebe um certificado de reabilitado”, explica Pâmela.

Enquanto está participando do programa de reabilitação profissional o segurado continua recebendo o benefício. Além disso, o segurado deve receber um acompanhamento dos profissionais do INSS durante todo o processo.

Além de oferecer formação ao profissional em reabilitação, o INSS realiza parcerias com empresas dispostas a receber os reabilitados.

Anderson Alan dos Santos perdeu a visão há três anos e precisou deixar o trabalho. Com pós-graduação e experiência, sua intenção é voltar a trabalhar.

“Minha ideia nunca foi se aposentar, mas ingressar no mercado de trabalho, e tentei muitas vezes, em várias empresas aqui da cidade”, explicou à reportagem.

Como segurado do INSS, ele passou a receber auxílio-doença e atualmente está no programa de reabilitação profissional. Agora ele aguarda uma definição. Ou ser encaminhado para uma vaga, ou receber o benefício da aposentadoria.

Em casos em que a pessoa é deficiente, Anderson avalia que as empresas têm um papel fundamental no ingresso de pessoas reabilitadas.  Segundo ele, não basta cumprir a legislação e contratar deficientes. É preciso garantir a inclusão.

Formação e a experiência são fundamentais. Além do trabalho do INSS, muitas instituições apóiam oferecendo formação. Associações de deficientes e instituições da cidade oferecem durante todo o ano cursos profissionalizantes que ajudam na reinserção no mercado.

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