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Dano ambiental na Serra da Esperança é irrecuperável, avalia geógrafo

O professor e pesquisador doutor em geografia Maurício Camargo Filho avaliou que o crime de drenagem de áreas úmida, como o registrado ontem (13) na Serra da Esperança, é um tipo de dano irreversível.

14/06/2018

Clique no player e ouça a matéria de Cléber Moletta.

O professor e pesquisador do Departamento de Geografia da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) Maurício Camargo Filho explicou à Rádio Cultura que o dano ambiental na Serra da Esperança causado por valas de drenagem (veja aqui) é irreversível. Segundo ele, pelas condições de formação das áreas úmidas, conhecidas como banhados ou várzeas, não é possível uma recuperação por ação humana e em curto prazo.

“Por mais que se coloque uma multa essa área que já foi drenada é irrecuperável. No mínimo precisaríamos de mais 16 mil anos para recompô-la, caso tivéssemos as condições climáticas de 16 mil anos atrás”, explica Maurício.

Ele detalhou que esse tipo de área é formada em condições de clima, ambiente e umidade muito específicas, diferentes das que temos atualmente. Com as valas toda água armazenada no banhado deve verter e secar a terra. O prejuízo será sentido, principalmente, nos períodos de seca.

“Essas áreas são reservatórios de água que alimentam nossos rio em períodos de seca, nós tivemos recentemente um período de baixo índice de chuvas, a população pode constatar a redução dos níveis deles, e para manter o fluxo natural”, detalhou Maurício.

Conflito social

Um conflito fundiário é intenso no local onde foi registrado esse crime. Para Maurício, a solução ambiental depende também de uma solução social para o conflito existente na região. No entanto, a ação criminosa é injustificável.

“Não dá pra dizer que por ser uma área de disputa que nós podemos fazer qualquer coisa, que fez isso agiu de má fé”, foi enfático o professor que ressaltou, ainda, o fato de esse tipo de drenagem ser crime desde a década de 1960.

Outros crimes

Em 2017 a Rádio Cultura fez uma reportagem exclusiva denunciado uma área de desmatamento na mesma região. Na ocasião 10 mil metro quadrados de mata foram devastadas (veja aqui).

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