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Beto Richa foi um dos convidados para inauguração do Teatro Municipal de Guarapuava

Em semana marcada por vazamento de delação (ainda não homologada) que implica Beto Richa em casos de corrupção ex-governador se diz em ‘absoluta tranquilidade’ em relação às denuncias.

09/06/2018

O ex-governador Beto Richa (PSDB) foi um dos convidados para inauguração do Teatro Municipal de Guarapuava, na noite de sexta-feira (8). A cerimônia de inauguração foi restrita a convidados da Prefeitura e imprensa. Sobre as acusações que surgiram com o vazamento da deleção de Maurício Fanini, ex-diretor da Secretaria de Educação durante sua gestão, Richa se disse tranquilo.

“Com absoluta tranquilidade, já dei todas as entrevistas, pedi para ir em algumas emissoras esclarecer a situação, fui ao Ministério Público como informante, não fui notificado, para esclarecer toda essa situação”, disse Richa. Ele reafirmou que seu governo tomou medidas para punir responsáveis e recuperar dinheiro público.

Ele reafirmou que mantém sua pretensão de se candidatar ao Senado Federal e que o PSDB deve apoiar Cida Borghetti (PP) na eleição para governo.

Acusações

Uma reportagem exibida pelo jornal Paraná TV 1 Edição, da RPC, mostrou em detalhes o que o ex-diretor da Secretaria Estadual da Educação, Maurício Fanini, disse em delação premiada feita à Procuradoria-Geral da República (PGR). O ex-diretor está preso e negocia a delação.

Na delação, apresentada em várias reportagens, Fanini afirma ter intermediado pagamentos de propina para o ex-governador Beto Richa (PSDB) entre os anos de 2002 e 2015. As declarações foram documentadas nesta proposta de colaboração premiada, em dez anexos, obtida com exclusividade pela RPC e pelo G1.

Segundo o ex-diretor, o dinheiro abasteceu as campanhas de Richa para a Prefeitura de Curitiba e para o Governo do Paraná, além de bancar gastos pessoais como viagens e a compra de um apartamento para o filho mais velho de Beto Richa, Marcello Richa.

Richa nega tudo e fala em “manobra arquitetada às vésperas do período eleitoral”. (Veja a nota completa do ex-governador mais abaixo).

Fanini foi preso duas vezes pela Operação Quadro Negro, que investiga desvios de verbas que deveriam ser usadas na construção e reforma de escolas estaduais. A estimativa do Ministério Público do Paraná (MP-PR) é a de que a fraude tenha ultrapassado o montante de R$ 20 milhões.

Réu em três ações criminais relacionadas à operação, Fanini está detido na carceragem da Polícia Federal (PF) em Brasília desde maio deste ano.

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