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Maria Rita: “Eu não tolero quando usam minha mãe para me agredir”

11/05/2018

“Mais confortável e madura” para seguir os caminhos traçados pelos sambistas que a antecederam. É assim que a cantora Maria Rita define seu estado de espírito, prestes a desembarcar em Brasília para única apresentação, neste sábado (12/5). O show integra a turnê de Amor e Música – álbum marcado pelos 10 anos de inserção da intérprete no ritmo. “Fui puxada pelo samba, porque ele está dentro de mim. É onde eu me sinto mais plena, completa, relevante e compreendida”, afirma.

Com produção da própria cantora em parceria com Pretinho da Serrinha, o disco conta com 13 canções, todas de autoria de compositores de peso como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Moraes Moreira. 

De acordo com a cantora, no segmento de damas como Dona Ivone Lara e Beth Carvalho, ela encontra uma maneira única de extravasar todas as mulheres que a habitam. “Me fascina poder cantar as dores sem ser dramática e mesmo assim com muita profundidade. Mostrar todas as minhas características, não só como intérprete, mas como pessoa. A gaiata, bagunceira, feliz, triste, dramática, dolorida, tem tudo isso no samba e eu sou tudo isso também”, ressalta.

De acordo com ela, é dever da nova geração conservar sempre viva a memória dos artistas que já se foram. “Devemos manter essas histórias e tradições vivas”.

Maria trata com cautela as declarações de fãs e críticos mais afoitos que a colocam no mesmo patamar de nomes como Maria Bethânia, Gal Costa e a própria Elis Regina. “Sendo sincera, eu digo que estou num caminho, com 40 anos de vida e 15 de estrada. Acho que a minha tradição e fibra vêm dessas intérpretes. Mas não acho que cheguei lá ainda, não sou tão grande quanto elas”, pondera.

Quando olho para Bethânia, Gal e para minha mãe, é com um olhar de admiração e encanto. Eu não me sinto ao lado. Elas abriam a porta e eu venho atrás. Mas se um dia eu vier a ser tão relevante e forte quanto elas, meu sonho de vida estará realizado". As comparações com a mãe, aliás, nunca a incomodaram. “Estranho seria se eu fosse parecida com outra cantora. Eu também tenho filhos e vejo muito de mim neles”, ressalta. Mas alguns comentários raivosos tiram a herdeira de Elis Regina do sério.

“O que eu não aceito são as agressões. Falam que eu imito, acreditam ser mais fácil para mim, falam até que eu não tenho vergonha na minha cara e muito mais”, desabafa. “Eu acho uma falta de educação quando tentam usá-la para me agredir. Não tenho a menor tolerância, ninguém jamais vai me colocar contra a minha mãe”, conclui.

(Fonte: Metrópole)

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