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Santa Tereza: prestação de serviços pelo SUS aumentou, mas repasses estagnaram

Número de partos, cirurgias e atendimentos ambulatoriais cresceu, mas valores repassados continuaram os mesmos. Segundo hospital, valor médio do atendimento caiu de R$ 774,44, em 2016, para R$ 672,63, em 2017.

07/05/2018

O Hospital Santa Tereza aumentou o número de atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas o valor dos repasses não cresceu, segundo informa documento elaborado por uma empresa de consultoria que administra a instituição. O documento, que foi disponibilizado à reportagem da Rádio Cultura, mostra que o valor médio pago por atendimento caiu mais de R$ 100 em 2017, se comparado com o ano anterior. Enquanto em 2016 o repasse médio por atendimento era de R$ 774,44, no ano passado o hospital recebeu R$ 672,63.

Com o repasse abaixo do necessário a instituição acumulava um déficit mensal de cerca de R$ 400 mil, como revelou a Rádio Cultura (veja aqui). Anualmente o prejuízo é de R$ 4,8 milhões, segundo o hospital.

O valor médio recebido por paciente diminuiu justamente em função do aumento no número de pacientes atendidos. Em 2017, por exemplo, foram 1773 partos, enquanto em 2016 foram 1525 partos. Também aumentou o número de cirurgias, foram quase 400 a mais em um ano. Em 2016 foram 2417 procedimentos cirúrgicos, já em 2017 o corpo clínico realizou 2809 cirurgias. Atendimentos em clínica médica também deram um salto no mesmo período. De 13395 para 15005.

O Santa Tereza é o hospital que mais realiza cirurgias eletivas (não emergenciais) na região, responsável pelos partos de alto risco, conta com UTI Pediátrica e é referência em ortopedia.

Os números de 2017 fizeram com que o hospital cumprisse as metas e recebesse integralmente os valores contratados pelo Estado. No entanto, os custos aumentaram. Esse dilema ocorre porque o estado paga de acordo com o desempenho do hospital, que precisa investir para ter bom desempenho e assim manter os contratos com o estado.

O principal ponto desse dilema é a defasagem da tabela SUS, que paga quantias que na maioria dos casos não cobrem os custos dos procedimentos, conforme relatam vários hospitais filantrópicos do Brasil.

Essa deficiência fica comprovada se analisada a evolução das receitas e despesas. Enquanto em 2016 o hospital gastou pouco mais de R$ 19 milhões, no ano seguinte (com o aumento dos serviços, para cumprimento de metas) o gasto superou R$ 23,5 milhões. Nos dois anos a instituição recebeu a média de R$ 16,5 milhões.

Gestão

Segundo o presidente da Associação de Saúde Frederico Guilherme Keche Virmond, Frederico Eduardo Virmond, o hospital trabalha no limite mínimo de custos para manter o atendimento. “Temos a administração mais enxuta possível para manter o atendimento de qualidade para população”, disse à Rádio Cultura.

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