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Diretoria emite comunicado oficial sobre situação enfrentada pelo Instituto Virmond

A diretoria do Instituto Virmond vem a público esclarecer a situação enfrentada pelo Instituto, que é fonte de renda para aproxidamente 450 colaboradores diretos e atende a população dos 20 municípios pertencentes a 5ª Regional de Saúde.

30/04/2018

COMUNICADO OFICIAL

 

 A diretoria do Instituto Virmond vem a público esclarecer a situação enfrentada pelo Instituto, que é fonte de renda para aproxidamente 450 colaboradores diretos e atende a população dos 20 municípios pertencentes a 5ª Regional de Saúde.

O Instituto Virmond possui atualmente uma dívida de R$1,6 milhões com o corpo médico da instituição, valor referente a três meses de serviços prestados. Tal dívida é reflexo do caos que se encontra a saúde pública brasileira.

Cerca de 90% dos atendimentos realizados pelo Instituto Virmond são pelo Sistema Único de Saúde (SUS), porém, os valores pagos pelos órgãos responsáveis são insuficientes para manter a saúde financeira do hospital.

A contratualização –acordo financeiro firmado entre o governo estadual e a instituição- não sofre reajustes desde 2013, quando tal contrato já foi reajustado abaixo do necessário. Desde então, aumentaram os atendimentos e consequentemente, os custos. Mesmo diante de diversos apelos por parte da diretoria, o valor do contrato permanece congelado, sendo deficitário diante da demanda assumida pelo hospital.

Além da dificuldade em conseguir recursos, é preciso gerenciar frequentes atrasos nos repasses, como ocorreu recentemente com o Programa de Apoio aos Hospitais Públicos e Filantrópicos do Paraná (HOSPSUS), que atrasou o pagamento referente aos meses de outubro e novembro de 2017 e janeiro, fevereiro e março de 2018. Os repasses foram regularizados na última semana e, no momento, não há atraso no pagamento pelo programa. 

Em resposta à carta entregue pelo corpo médico da instituição no dia 21  de março, a diretoria declara estar trabalhando para solucionar o problema o mais breve possível e lamenta profundamente que a situação tenha chegado a este ponto. Também manifesta gratidão aos médicos, que mesmo privados de merecida remuneração, continuaram atendendo aos pacientes, exercendo a medicina como ferramenta na luta para salvar vidas e mantendo o hospital em funcionamento.

Sobre os avanços nas negociações, o Instituto Virmond informa ter conseguido, com ajuda do deputado estadual Bernardo Ribas Carli, um adiantamento do recurso liberado pela Secretaria de Saúde do Estado do Paraná (Sesa) através do Teto Financeiro de Média e Alta Complexidade (MAC), no valor de R$800 mil, a serem pagos em 10 parcelas de R$80 mil. Esse montante será utilizado imediatamente para quitar metade da dívida com os médicos. Além do mais, o hospital passará a receber mensalmente, a partir de maio um repasse de R$124 mil para custear os atendimentos já prestados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Também foi aprovado um recurso de R$300 mil, referente a um projeto elaborado ainda no ano de 2017, que buscava recursos para o setor de ortopedia. A diretoria pretende regularizar os pagamentos a partir de maio. Tal proposta já foi feita ao corpo médico do hospital, assim como o comunicado de que, se assim julgarem melhor, os médicos podem encerrar a prestação de serviço para o Instituto Virmond a qualquer momento, ficando livres para outros caminhos profissionais. Quanto ao convite de prestação de contas lido em audiência na Câmara de Vereadores de Guarapuava no dia 23 de abril, declara-se que tal chamado é um desejo do próprio presidente do Instituto Virmond.

Há mais de seis meses, Frederico Eduardo W. Virmond solicita um convite para expor publicamente as dificuldades enfrentadas pelo hospital, visto que o Instituto Virmond atende à população guarapuavana e não recebe nenhum repasse por parte da Prefeitura Municipal de Guarapuava.

A  diretoria continua trabalhando incansavelmente para reverter o lastimoso cenário enfrentado atualmente pelo Instituto Virmond, o maior captador de órgãos e tecidos de toda a região, além de único hospital entorno de Guarapuava com leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) pediátrica.

O Instituto Virmond presta em média 1700 atendimentos mensais pelo SUS e realiza aproximadamente 134 cirurgias eletivas e 20 artroscopias por mês, além dos atendimentos de urgência e emergência. Para continuar cumprindo com seu objetivo de prestar atendimento a quem necessitar, o Instituto Virmond precisa da devida atenção e suporte por parte do poder público em todas as suas esferas, e pede o apoio da comunidade, por quem a equipe do hospital zela todos os dias.

 

Guarapuava/PR, 30 de abril de 2018

 

Frederico Eduardo W. Virmond

Presidente do Instituto Virmond

 

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