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Manifestantes pedem mudança na divisa entre Rio Bonito do Iguaçu e Nova Laranjeiras

Reivindicação é que acampamento passe oficialmente para o território de Rio Bonito do Iguaçu, mais próximo e com melhor estrutura.

25/04/2018

Cento e vinte famílias moram em território de Nova Laranjeiras, mas usam serviços públicos de Rio Bonito do Iguaçu. Mais viável, por ser mais próxima, a cidade de Rio Bonito recebe uma demanda para qual não está preparada. Agrava essa situação o fato de existirem muitos acampamentos na cidade. Atualmente 1400 famílias estão acampadas na região, segundo a prefeitura do município. Boa parte dessa população não aparece na contagem oficial da população, por isso os repasses de recursos são baixos se comparados com a demanda.

“As 120 famílias estão reivindicando que mude a divisa, para que eles pertençam a Rio Bonito do Iguaçu, porque a localização em que eles estão fica no fundo de Nova Laranjeiras, uns 30 km da cidade, eles ficam bem perto da divisa, onde temos [em Rio Bonito] uma estrutura grande de escolas, ônibus puxando alunos, pra eles fica melhor pertence a Rio Bonito do Iguaçu”, disse o prefeito rio bonitense, Ademir Fagundes, o “Gaúcho”.

A mudança depende de alterações que devem ser propostas e discutidas pelo Congresso Nacional.

Essa reivindicação consta na pauta de manifestantes que bloquearam a entrada de prefeitura da cidade. Impasse que pode ser resolvido na manhã de hoje (25) (veja aqui). Além disso, acampados e assentados da região, a maioria ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), exigem melhorias em serviços públicos prestados pelo município.

Sobre as reivindicações relacionadas a estrutura do município, o prefeito afirmou que já houve acordo. Segundo ele, o Ministério Público sinalizou autorizando o executivo a realizar melhorias nas estradas rurais de acampamentos, zonas nas quais a atuação do poder público é limitada, por questões jurídicas.

“Em cima desse parecer [do MP] nós já temos condições de pôr máquinas lá dentro, agora, cascalhamento precisa de liberação do IAP para usar as cascalheiras”, ponderou o prefeito. “O município é falido, quebrado, não tem como você fazer, você pode ter vontade, mas não tem dinheiro”, completou, sugerindo que o Estado e o Governo Federal precisam apoiar o município.

População ‘invisível’

Dentro desse contexto, outra especificidade do município dificulta a gestão. São cerca de 1400 famílias de acampados, população que tem um fluxo intenso. Atualmente são 20 mil habitantes no município, segundo a prefeitura. No entanto, o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estima a população municipal em 10 mil. O envio de recursos levam em conta o dado oficial.

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