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Movimentos prometem manifestações com fechamento de rodovias a partir de amanhã (16)

Sem perspectiva de solução para cumprimento de acordos por parte do Incra em relação aos problemas fundiários de Pinhão, MST e Movimento dos Posseiros prometem novas manifestações para esse semana.

15/04/2018

“Nós, a partir de segunda-feira (16), estamos mobilizados no Paraná inteiro para trancamento de rodovias, para que venha o Incra novamente e assuma o compromisso que ele já tratou conosco”, disse com exclusividade à Rádio Cultura o líder do MST na região de Guarapuava, Nelson Preto. Os compromissos aos quais se refere Nelson são os assumidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária em dezembro do ano passado, quando as PRs 170 e 459 ficaram fechadas por 6 dias

Segundo integrantes do Movimento dos Posseiros e dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, as promessas sobre a regularização fundiária em Pinhão não foram cumpridas, por isso a decisão de reiniciar as manifestações.

Nenhuma informação específica sobre locais e como devem ocorrer os atos de manifesto foram anunciados.

Uma audiência está marcada para próxima terça-feira (17), no Fórum de Pinhão, para discutir esse tema. A expectativa é que o Incra apresente dados concretos sobre as tratativas para regularizar algumas áreas do município.

Os líderes comunitários afirmam ‘já saber a resposta’, segundo eles existe um acordo entre o Incra e o proprietário das áreas (Indústrias Zattar) e nada de concreto deve ser anunciado na terça-feira, por isso as manifestações já estão sendo organizadas.

Na lista de pedidos dos manifestantes constam a aquisição de áreas para regularizar a situação de posseiros em Pinhão e a titulação das terras do Quilombo Paiol de Telha. 

O Incra alega que o processo está andando. O assessor técnico do órgão, José Jorge, participou de um ato realizado no último sábado (14), em Alecrim, no interior de Pinhão. “Já foi conversado com o proprietário, acordado um valor [para compra] da área, ele tem algumas reintegrações, mas a gente está tentando negociar”, disse com exclusividade à Rádio Cultura.
Segundo ele, o proprietário “pediu alguns acordos, mas o Incra não faz acordo com proprietários”. 

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