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Faculdade Guairacá capacita facilitadores em Práticas Restaurativas

Desde a década 70, em diversos países, tem surgido um notável desenvolvimento e ampliação do campo de resolução de conflitos.

13/03/2018

A Faculdade Guairacá vem desenvolvendo desde o final do ano passado a Formação em Práticas Restaurativas, metodologia que tem contribuído intensamente para a composição dos diversos interesses e necessidades dos indivíduos na sociedade atual. A formação é baseada na metodologia do IIRP Latino America International Institute for Restorative Practices.

Desde a década 70, em diversos países, tem surgido um notável desenvolvimento e ampliação do campo de resolução de conflitos, com o aparecimento de metodologias para criar diálogos colaborativos e novas formas de lidar com essas situações, constituindo-se como um verdadeiro fenômeno de mudança social. Dentre essas surgem as Práticas Restaurativas, que têm o potencial de influenciar positivamente o comportamento humano e fortalecer a sociedade civil ao redor do mundo.

De acordo com a professora Priscila Fortini, coordenadora do curso na instituição, no bojo deste movimento mundial foi detectado na cidade de Guarapuava um grande interesse por parte de profissionais, além de uma comunidade favorável à implementação da metodologia.  “O foco são as relações humanas: a relação entre os sujeitos com significativa ênfase na autonomia, na colaboração e na construção de ambientes seguros e saudáveis. Nas escolas, por exemplo, o uso de práticas restaurativas tem se mostrado muito eficaz, para reduzir de forma considerável o mau comportamento, intimidação, bullying, violência e criminalidade entre os estudantes e melhorar o clima geral para a aprendizagem”, destacou.

‘Práticas Restaurativas’ é uma ciência social que estuda como construir o capital social e atingir disciplina social através da aprendizagem participativa e tomada de decisão. Sua aplicação auxilia reduzir a criminalidade, a violência e intimidação, e ainda, a melhorar o comportamento humano, fortalecer a sociedade civil, restaurar as relações e reparar danos.

A professora Priscila explicou que o curso na Guairacá tem como objetivo principal a formação de facilitadores e produção de conhecimento. E outros específicos que são:

 

  • – ampliar o conhecimento e expandir a atuação dos participantes sobre as Práticas Restaurativas, através de estudos e vivências;
  • – aprimorar a aplicação do método em escolas e na comunidade;
  • – desenvolver habilidades de coordenação de conversas públicas.

 

Os participantes do curso já passaram por uma primeira formação como facilitadores e construíram um projeto de intervenção em práticas restaurativas. “No atual momento do curso, eles estão colocando em prática aquilo que aprenderam, aplicando seu conhecimento nos projetos que desenvolveram. Todas as práticas são supervisionadas e, além disso, há grupos de estudo quinzenalmente, para consolidar e fundamentar o conhecimento adquirido”, completou a professora.

A psicóloga Luana Lustoza viu no curso a possibilidade de ampliar seus conhecimentos e aperfeiçoar sua atuação no campo profissional. “Atuo como psicóloga em um programa que atende pessoas que saem do sistema prisional e seguem em acompanhamento por uma equipe multidisciplinar. Sem dúvidas esse curso me auxilia a levar um atendimento mais humanizado e menos penalizador para esses indivíduos”.

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