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Trabalhadores dos Correios cruzam os braços em Guarapuava e região

Paralisação é nacional e teve adesão na região. Mobilização é contra mudanças no plano de saúde da empresa.

12/03/2018

Em Guarapuava e região os trabalhadores dos Correios aderiram ao movimento grevista desencadeado hoje (12), em todo o Brasil. Um percentual mínimo de funcionários do setor administrativo está trabalhando, mas o atendimento nas agências e distribuição em domicílio não deve ocorrer.

“Hoje as agências não estão atendendo e a distribuição domiciliar vai paralisar também, a greve conta com cerca de 80% de adesão”, disse Alex Menezes, delegado regional do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Paraná. Em Guarapuava e região são cerca de 100 funcionários da empresa.

Segundo o sindicato o principal motivo para a greve é a proposta de mudanças no plano de saúde da empresa, gerido pela Postal Saúde (empresa criada em 2013). Como não houve acordo, o Tribunal Superior do Trabalho vai julgar a questão em sessão marcada para hoje (12).

Dentre as principais mudanças no plano, estão a cobrança de mensalidade de titular e dependentes, aumento de 300% no percentual de coparticipação de consultas e exames e exclusão de pai e mãe. Tais mudanças, na avaliação dos trabalhadores, irão inviabilizar o direito à assistência médica.

Plano em Guarapuava

Com a criação do plano Postal Saúde o custo administrativo do serviço aumentou bastante. Atualmente os prestadores de serviço (médicos e demais profissionais) não estão recebendo em dia. Esse é um dos motivos pelo qual em Guarapuava nenhum médico está atendendo.

“Precisei me consultar, gastei todas as minhas férias para pagar o médico, pois eles não são credenciados, porque a Postal Saúde não pagou eles”, relata Neodi Pedroso da Cruz, sobre um recente problema de saúde que está enfrentando.

Agora ele precisa de um cateterismo. “Custa R$ 2 mil particular, mas eu não tinha porque gastei as minhas economias”, disse o trabalhadro que mesmo tendo contribuído agora tem dificuldades para usar o serviço de saúde. Ele agora espera para fazer o exame em Ponta Grossa. Em 32 anos de empresa essa foi a primeira vez que ele precisou usar o plano, segundo relatou à reportagem da Cultura.

“O carteiro trabalha em situações extremamente desfavoráveis, ele está sujeito a uma série de doenças ocupacionais e sem o plano de saúde se torna inviável que ele realize um trabalho de qualidade”, alerta Alex Menezes.

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