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Falta de funcionários na Polícia Científica e IML prejudica investigação de crimes

Atualmente são 243 servidores, mas quadro completo é de 1478 profissionais, segundo sindicato. Sem efetivo, serviços de perícia ficam prejudicados e equipes sobrecarregadas.

25/01/2018

Corpos expostos por horas em via pública esperando a realização do trabalho de perícia. Famílias aguardando por dias para velar e enterrar familiares vítimas de acidentes. Situações que se tornaram frequentes no Paraná pela falta de funcionários na Polícia Científica e Instituto Médico Legal. Segundo o Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares de Perícia do Paraná, atualmente são 243 funcionários efetivos. A lei prevê 1478 servidores próprios para funcionamento efetivo dos órgãos.

Mesmo com uma demanda de 1235 novos servidores, o Governo não chama sequer os 54 aprovados em concurso realizado em 2017. Homologado em 8 de novembro de 2017, o certame aguarda apenas a nomeação de peritos e auxiliares em diversos cargos.

“Trabalhamos no sentido de alertar e cobrar o estado de que essas 54 nomeações, que ainda não ocorreram, ainda não são suficientes para a prestação de um serviço condizente com o qe a sociedade paranaense necessita”, disse à Rádio Cultura o presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares de Perícia do Paraná, Alexandre Brondani.

A lei que cria os cargos é de autoria do próprio executivo e foi aprovada em 2014. No entanto, uma parte das vagas é preenchida com servidores temporários. Em 2017, mesmo com o concurso em andamento, foram renovados os contratos com alguns temporários (aqui).

“Infelizmente há um processo de rotatividade muito grande no PSS, você não consegue treinar esse profissional e algumas situações ocorrem não por culpa desse profissional, mas porque a administração acaba não dando o devido treinamento para ele”, explica Brondani.

Com sobrecarga de trabalho e equipe reduzida, muitos profissionais descumprem o protocolo de segurança e viajam sozinhos nas viaturas, além de permanecerem grandes períodos de tempo em deslocamento.

“Além de dirigir ele tem que fazer a sua atividade fim, no caso dos peritos criminais, fazer o exame no local e fazer o laudo pericial”, ressalta o sindicalista.

Segundo o sindicato, com a falta de servidores a balança sempre pende para o lado da demanda, da criminalidade. E gera, seguidamente, casos emblemáticos de descaso com familiares. 

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