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Polícia Ambiental descobre área de desmatamento na Serra da Esperança

Máquinas removeram a vegetação em cerca de 1 hectare, para abertura de um espaço para cerca. Conflitos agrários na região prejudicam o controle das autoridades de fiscalização na área.

22/12/2017

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Policiais da 4ª Cia de Polícia Militar Ambiental do Paraná encontraram no último dia 16 de dezembro uma área de desmatamento dentro da APA Serra da Esperança (Área de Preservação Ambiental). Segundo a Polícia, foram desmatados quase 1 hectare de floresta em estágio médio de regeneração. São cerca de 10 mil metros quadrados. Um trator de esteira foi usado. A abertura seria usada para fazer cercas de divisória do terreno. O Capitão Veigantes, que comanda a Companhia, explicou que a ação policial impediu que os trabalhos continuassem e os danos fossem ainda maiores.
"Quando fizemos a autuação conseguimos estancar o problema, mas ainda assim hpuve o dano de quase 1 hectare de área, um traço de cerca de 800 metros", explicou.

O local onde foi registrado o dano ambiental fica na comunidade de Campina Redonda, em terrenos conhecidos com “área Curi”. O IAP vai autuar o responsável pelo dano e a Polícia Civil realizar os procedimentos em relação às punições criminais cabíveis.
A região onde ocorreu o desmatamento é área de reposição de manancial da bacia do Rio das Pedras, que abastece Guarapuava. O local também contribui com a formação da bacia do Rio Ivaí. 
Os recorrentes crimes ambientais nessa mesma área da Serra estão diretamente relacionadas com o conflito agrário existente no local. Encravado na APA, estão cerca de 7500 hectares da antiga indústria madeireira Elias J. Curi. Desde o início dos anos 2000 esse território virou um lugar de ninguém, onde cada um que entrou ajudou a destruir e os pequenos danos somados hoje representam um passivo considerável para preservação da APA.
Do ponto de vista da regularização fundiária, o Incra (Instituto Nacinoal de Colonização e Reforma Agrária) tem sido historicamente omisso e pouco fez para resolver o caso. Enquanto o órgão permanece sem respostas efetivas, foram inúmeras invasões e ocupações, brigas entre posseiros, assassinatos, casas queimadas e um comércio intenso das posses do lugar. Para os órgãos de fiscalização, como a Polícia Ambiental, esse contexto agrava o trabalho para cuidar da área.
No caso mais recente de desmatamento, registrado no último sábado, o autor era um comprador de fora. Ele alegou ter adquirido o terreno recentemente. Igual a ele são muitos que vem para região atraídos pelo preço baixo das terras. A maioria desconhece o fato de que boa parte das terras não tem matrícula e que a compra, na verdade, não garante a propriedade.
"Poucas áreas tem mátriculas regulares, o que existe é um comércio de posses", explica Veigantes. "A pessoa que adquirir um pedaço daquelas terras, enquanto não houver uma decisão por parte do Incra, Iap, que está participando da definição dos mapas para a criaçao de um parque no local, a pessoa vai adquirir um problema", completa.

 

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