ouça as rádios cultura FM 93 FM
facebook instagram twitter youtube

Falta de dinheiro prejudica atividades da Unicentro

Diminuição dos recursos afetam serviços básicos e fragilizam pesquisas e projetos de extensão, características da Universidade.

12/12/2017

Ouça a matéia na íntegra clicando no player.

Para o custeio, a Unicentro (Universidade Estadual do Centro-Oeste) perdeu no orçamento do estado R$ 2 milhões em 3 anos. Por isso faltam recursos para coisas básicas. O enxugamento da folha de pagamento aumentou a carga horária de professores em sala de aula e prejudicou a execução de projetos de extensão e pesquisas. Os impactos são sentidos no dia-a-dia e prejudicam o funcioinamento pleno da instituição.
No campus de Irati, a Unicentro presta um serviço essencial: o teste da orelinha em crianças recém nascidas de 9 municípios da região. O serviço recebe recursos do SUS (Sistema Único de Saúde). A professora Cristiana Magni, diretora da Clínica de Fonoaudiologia, explicou à reportagem que faltam coisas básicas (ouça a matéria completa no player).
"Muitas vezes passamos carências, temos que cancelar atendimentos porque não temos o equipamento", sintetiza a professora Cristiana.
Em outro setor do conhecimento, no campus de Guarapuava, os serviços de extensão prestados pelo curso de medicina veterinária para agricultores dependem que professores tirem dinheiro do próprio bolso, segundo o docente Luiz Gonzaga Pego de Macedo.

"Hoje nós estamos vivendo uma situação que para manter as ações mínimas de extensão estamos pagando do nosso bolso o combustível e usando os nossos carros", afirma o professor.

Não é diferente na área de humanas. O curso de filosofia, por exemplo, sofre com falta de recursos para compra de livros e participação em eventos, segundo o professor Ernesto Maria Giusti.

"Antes nós tinhamos uma verba para realizar esse tipo de atividade e isso também desapareceu", revela o docente.

Menos pesquisa e extensão

Um problema comum em todos os departamentos se refere a carga horária dos professores. Com a diminuição dos recursos e pressões do Governo do Estado, professores aumentam o tempo em sala de aula. Com isso, alguns projetos de pesquisa e de extensão ficam prejudicados. Além disso, alguns professores podem exercer atividades administrativas. 

Os projetos de extensão são serviços prestados diretamente à comunidade, como a Clínica de Fisioterapia e medicina veterinária. As pesquisas são desenvolvidas em várias áreas, criando produtos, tecnologias e gerando conhecimento que servem para formação.
É unânime o entendimento de que sem pesquisa e extensão a universidade fica descaracterizadas. Isso porque, reduz suas atividades ao ensino e não gera conhecimento.

Com a diminuição de projetos de pesquisa e extensão diminuem também as oportunidades para alunos desenvolverem seus estudos, as ofertadas de bolsas, a produção científica, os serviços prestados à comunidade.
No histórico de sufocamento das atividades da universidade, a diminuição do número de colaboradores (professores contratados temporariamente) e o não pagamento de gratificações por dedicação exclusiva aos temporários são as decisões mais recentes. O que está por vir ainda é incerto, mas um corte de cerca de R$ 21 milhões que deve ser confirmado no orçamento de 2018 não deve encerrar os problemas vividos pela instituição.
 

 

Galeria de Fotos

Comentários




acompanhe a central cultura no facebook

Basta clicar no botão Acompanhar logo abaixo.

Fechar