ouça as rádios cultura FM 93 FM
facebook instagram twitter youtube

Juiz de Pinhão pode suspender nova reintegração de posse

Ministério Público pediu a suspensão de nova reintegração alegando que é preciso mais tempo para “organização dos entres na solução pacífica da questão”.

05/12/2017

Está sob a mesa do juiz Gabriel Oliveira, da Vara Cível da Comarca de Pinhão, um pedido do Ministério Público para suspensão da operação de reintegração de posse já autorizada para próxima quinta-feira (7), na comunidade de Fazenda Reta, conhecida como Reta do Zattar. A reintegração não pode mais ser revertida na Justiça, pois já tramitou em todas as instâncias. A operação, no entanto, pode ser suspensa para melhor organização do cumprimento da ordem.
A reintegração de posse realizada na última sexta-feira (1º) gerou um grande problema social no Pinhão, deixando 22 famílias desalojadas sem que houvesse preparação das pessoas e do município para realocá-las.
No dia 4 de dezembro a Amapar (Associação dos Magistrados do Paraná) publicou uma nota explicando que a decisão sobre a reintegração de posse em Alecrim não foi tomada pelo juiz local, que apenas cumpriu decisões já tomadas anteriormente. Tentamos conversar com o juiz, na tarde de ontem, mas ele não recebeu a reportagem.
Nesse momento, de modo legal, apenas ele pode suspender a ação de reintegração, para que ela seja melhor planejada, como pede o MP.
 
O promotor Bruno Ishimoto explicou que o MP pretende mediar as reintegrações. "Pretendemos daqui para frentes fazer a mediação nos casos em que a decisão for definitiva, nos vamos fazer a mediação para que não seja da noite para o dia, para que não seja algo que surpreenda as pessoas", explicou.
 
O MP sabia da reintegração da semana passada, mas naquela ocasião não tomou nenhuma medida.
 
O comandante do 16º Batalhão de Polícia Militar, tenente coronel Mário Jorge, garantiu que depois de um planejamento prévio haverá efetivo e todas as reintegrações serão cumpridas. "A Polícia Militar sempre tem condiçoes e estrutura para cumprir qualquer tipo de demanda. Claro que dentro do levantamento prévio, se precisar de apoio, monta-se o grupo necessário para desempenhar a atividade que for prevista", afirmou.
 
O Incra (Instituto Nacional de Reforma Agrária), que poderia intervir, não tem uma resposta efetiva sobre a regularização e mediação dos conflitos na área.
 
Já a prefeitura de Pinhão, que tem buscado apoiar, na medida do possível, os moradores afetados pela desocupação da semana passada, está em alerta com a possibilidade de novas reintegrações.
 
O prefeito da cidade, Odir Gotardo, voltou a ressaltar que as decisões vão gerar o caos na cidade. "Eu não consigo achar palavras mais adequadas do que caos social se forem cumpridas todas as reintegrações no Pinhão".
 
Depois da reintegração da última semana, a população fez uma passeata nas ruas do município, ontem. Além da revolta contra a desocupação da última sexta, existe uma preocupação muito grande de moradores de outras áreas. Por isso moradores de muitas áreas do pinhão foram até o ato, na tarde de ontem.
Uma audiência com ministério público foi realizada. Um dos encaminhamentos do encontro é que o MP fará um pedido para que a empresa Zattar permita o acesso às propriedades, pois há animais abandonados, sem água e comida nas áreas.
 
 

Comentários




acompanhe a central cultura no facebook

Basta clicar no botão Acompanhar logo abaixo.

Fechar