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Técnicas adequadas garantem qualidade do saneamento rural

Mesmo sem estrutura de rede coletora e estação de tratamento, propriedades rurais tem alternativas para destinar esgoto doméstico.

22/11/2017

Os locais atendidos com coleta e tratamento de esgoto são beneficiados com qualidade de vida. Um conforto que tem impactos na comunidade, porque melhoram as condições de saúde pública e do meio ambiente. No interior dos municípios, no entanto,a construção de rede coletora de esgoto nem sempre é viável do ponto de vista econômico e de engenharia. As casas distantes umas das outras dificultam a construção das redes de coleta e o pequeno número de moradores inviabiliza a construção de uma estação de tratamento.
Nem por isso os moradores de comunidades rurais podem descartar de qualquer maneira o esgoto das casas. O técnico extensionista da Emater de Guarapuava, Edilson Moreira, é um dos profissionais que acompanha e orienta agricultores na construção de fossas sépticas e proteção de nascentes. Duas técnicas bastante utilizadas para garantir qualidade de vida e proteção ambiental no campo. 
Segundo ele, cada propriedade vai exigir um tipo de solução. Mas é preciso pensar sempre em um todo, proteger nascentes e no manejo adequado de dejetos. 
Um primeiro passo é calcular a demanda da casa, para construir a fossa séptica no tamanho adequado. Basicamente, a estrutura tem duas partes: uma para entrada do esgoto, onde fermenta e decanta, e outra chamada de sumidouro.
"Ocorre um processso de fermentação e decantação, depois a água passa por uma galeria para um sumidouro, já com mais de 90% descontaminada. É um processo simples de fazer, de baixo custo e que funciona muito bem", afirma Edilson Moreira.
Com o tempo, as fossas sépticas precisam ser esgotadas pelo caminhão limpa fossa. Depois do esgotamento, a fossa volta a funcionar normalmente. 
Esse sistema não pode ser confundido com as fossas negras, que são simplesmente um buraco onde os dejetos são despejados. Esse tipo de fossa é menos eficiente e precisa ser substituído de tempos em tempos, deixando uma série de buracos na propriedade.
Também é importante não descuidar da proteção das nascentes, tarefa que é facilmente realizada com materiais simples: pedaços de cano de PVC, terra, cimento e pedras. 
Aliada a preservação das matas ciliares, esse tipo de proteção garante água de qualidade para a família do campo e as criações.
Quem quiser orientações sobre a construção de fossas sépticas e proteção de nascentes, pode contar como apoio de técnicos da Emater e das prefeitura da região. 

Obras nos distritos


Sobre o Saneamento rural, não há previsão de expansão da rede coletora de esgoto nos distritos. Em entre rios, atualmente cerca de 80% das casas da área urbana tem os dejetos coletados. No Guará, Palmeirinha e Guairacá não existe coleta e tratamento. A Sanepar informou que fará, até o fim de 2018, projeto de concepção para implantação do serviço de coleta e tratamento do esgoto no distrito de Palmeirinha. Para os demais distritos, como o sistema convencional não demonstra ser viável, a Sanepar, em conjunto com a Prefeitura, já está avaliando sistemas alternativos para destinação correta do esgoto doméstico.

A Prefeitura de Guarapuava informou que de acordo com a Comissão responsável pela revisão do Plano Municipal de Saneamento, não existe viabilidade técnica e econômica para implantação de um sistema coletivo de coleta, porém, nesses casos a previsão para o sistema de esgotamento sanitário é: fossas sépticas, coleta por caminhão limpa fossa e envio do lodo do caminhão à estação de tratamento.

 

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