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Governo do Estado corta R$ 21 milhões do orçamento da Unicentro

Lei Orçamentária Anual (LOA), em discussão na Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa, prevê corte de R$ 21.146,848 para 2018. Universidade vai retornar aos patamares financeiros de 2015.

31/10/2017

Como vai ficar a situação financeira da Unicentro em 2018? Pela proposta do Governo do Estado, que está em discussão na Comissão de Orçamento da Assembléia Legislativa, a Universidade Estadual do Centro-Oeste vai retroceder três anos e voltar a patamares financeiros de 2015. O governo reservou pouco menos de R$ 183 milhões para o funcionamento da Unicentro em 2018. Uma redução de R$ 21 milhões, comparado com esse ano. O valor proposto para o ano que vem é menor do que o orçamento de 2016. No ano passado o valor era de quase R$ 185 milhões.

Considerando que esse ano a universidade já teve que se adequar para poder funcionar com menos dinheiro, um novo corte em 2018 pode prejudicar alguns serviços da universidade.

"Para 2018 tem muitas questões sendo debatidas para busca de soluções. É a questão do nosso custeio, do orçamento próprio, a questão da autonomia universitária. São discussões que estão abertas, mas que até 2018 estaremos resolvendo", disse o vice-reitor da Unicentro, Osmar Ambrósio de Souza.

Ainda segundo o vice-reitor, é necessário um acréscimo de 20% em relação ao que foi proposto pelo governo. Considerando esse acréscimo, o orçamento precisaria ser de R$ 219.358,593.

Para 2018 a previsão é que a arrecadação do governo do estado se mantenha estável. O incremento em relação ao projetado para esse ano é de pouco mais de R$ 560 mil. Mesmo assim praticamente todas as áreas terão cortes. Reflexo da lei aprovada no início de outubro, determinando o congelamento dos gastos do Estado.

Orçamentos últimos anos

Ano

Próprio

Tesouro

Total

Previsão para 2018

24.293.000

182.798.828

207.091.828

2017

16.431.000

203.945.676

220.376.676

2016

31.170.000

184.870.988

216.040.988

2015

37.890.000

131.098.160

168.988.160

Custeio

As despesas da Unicentro podem ser divididas em dois grupos principais: custeio e folha de pagamento. Em 2017, o dinheiro disponível para custeio é de pouco mais de R$ 8 milhões. O valor se mantém no projeto de Lei Orçamentária de 2018. A quantia é insuficiente (diminuiu R$ 2 milhões em 3 anos) e precisa ser complementado com recursos de fonte própria. Segundo a pró-reitoria de Administração e Finanças, o valor paga algumas despesas como água, energia elétrica, telefone, estagiários, funcionários terceirizados e bolsas de indígenas.

Manutenção dos prédios e da frota, impressão e cópias, reparos em equipamentos, dentre várias outras despesas, são pagas com dinheiro de fontes próprias da Unicentro. Dinheiro proveniente de cursos de pós-graduação e protocolo, dentre outras. Como não há recursos para todas as demandas, algumas açoes deixam de ser feitas.

Também compõem o orçamento próprio os convênios firmados pela universidade. Esses recursos têm destinação específica e não podem ser remanejados. Esses valores vem para universidade como fruto do próprio trabalho do corpo docente e servidores, que encaminham e coordenam projetos. São os convênios que mantém serviços das clínicas, por exemplo, e ajudam na manutenção de laboratórios.

Folha de pagamento

Em 2018 a Universidade terá disponível R$ 175 milhões para pagar uma folha que esse ano vai custar R$ 189 milhões. Alguns cortes foram feitos esse ano e o valor para pagar funcionários será menor que o previsto.

A reportagem da Cultura procurou os deputados Bernardo Ribas Carli (PSDB) e Cristina Silvestri (PPS) para saber o posicionamento dos parlamentares em relação aos cortes. Até o fechamento da matéria não tivemos resposta. Também procuramos a Adunicentro e o Diretório Central dos Estudante (DCE) que também não retornaram.

Foto: Assessoria Unicentro.

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